Foi uma das mais requisitadas autoridades do Poder no Estado na atualidade quem, por telefone, nesta terça-feira, fez ao Colunista uma análise / desabafo em plena véspera das eleições, ao se deparar com os vários fatos registrados no decorrer das disputas. Disse-me ela que na verdade é ele, sem pestanejar:
– Vivemos uma fase de descrédito das instituições, mesmo porque diante dos fatos graves registrados na disputa nem as autoridades se manifestam com o rigor que pregam, nem a sociedade, sobretudo as camadas de maior necessidade, se indignam mais com os absurdos declarou o Líder, muito próximo das instituições fiscalizadoras, mas pedindo-me para manter a reserva sobre seu nome.
Há um jogo de interesses, continuou o misto de guardião / auditor, que monitora e atrofia o processo público porque, de acordo com conveniências, os processos da elite política e de outros setores de poder andam ou ficam parados, como muitos estão.
Agora mesmo, levando em conta os fatos divulgados pela Imprensa, a Alta Fonte do Poder tabajara entende que as pessoas perderam a condição mínima de se indignar com denúncias ou fatos graves.
A maior parte da sociedade como um todo quer mesmo é se contentar com os favores do presente considerando com maior aptidão e qualificação os candidatos que produzem a ajuda de última hora ou a aplicação de algum projeto de infraestrutura, mesmo quando os recursos advêm de outras fontes.
Toda essa anestesia social só não se aplica aos pobres, sobretudo se forem negros, porque quando essa raça decente se envolve em desvios o trunfo é paus, quando não se aplica a cultura comum nos agentes repressores de segurança que é dizima-los da face da terra.
No mais, tudo está como dantes no qualquer de abrantes com gente até tendo coragem de falar em ética como se fora corda em casa de enforcado.