Embora há dias haja um esforço hercúleo do prefeito Veneziano Vital, de Campina Grande, de dar por encerrada a denúncia de uso de recursos da saúde transformados em contribuição de campanha na conta particular do candidato do PMDB, nem de longe o assunto tende a acabar tão rapidamente.
É que o deputado federal Rômulo Gouveia resolveu apostar todas as fichas num tira teima que nem Veneziano tem topado encampar, mesmo com o candidato tucano comprometendo-se a renunciar à candidatura em caso de prova em contrário por parte do prefeito.
A tática de Veneziano é simples: como tem um documento com uma resposta verdadeira para uma pergunta forjada para ter entendimento específico sobre o caso, o fato é que depois desse dado o prefeito passou a falar que está tudo explicado, resolvido, mas não está.
No documento respondido pelo Banco do Brasil, ele pergunta se algum dinheiro da Prefeitura foi usado na sua campanha? Ora, de forma direta, a resposta teria que ser a que foi, ou seja, inexiste diretamente essa operação.
Mas, o próprio banco atestou que houve uso de cheque originado na Prefeitura pago à Maranata, depois transformado com endosso do dono da empresa, em dinheiro distribuído em 12 contas de aliados do prefeito, que na mesma operação, fizeram a contribuição direta na conta do candidato na Justiça Eleitoral.
Trocando em miúdos, Veneziano tem conseguido confundir com sua fala brilhante de orador especial que o é, mas dizer que o assunto está encerrado significa zombar da pertinácia de Rômulo, agora decidido a levar o assunto até as últimas.
Mesmo com desmentidos e discursos em contrário, Veneziano está sem condições de desmentir o fulcro central do processo atestado pelo BB de que o cheque originado na saúde da PMCG se transformou numa mesma operação em depósitos de campanha dia 1º de agosto deste ano.
Agora, é acompanhar e ver até onde vai o problema. Pelo sim, pelo não, há trakes apontando desgaste na imagem do talentoso prefeito por conta deste tema afetando a tendência eleitoral.
Talvez seja por isso a insistência de Rômulo. Está explicado.
