A sintese do debate da TV Correio

A presença dos seis candidatos a prefeito de João Pessoa neste domingo no debate promovido pela TV Correio na reta final de campanha assegurando a consolidação da democracia para aferição social sobre o que pensam e prometem os prefeituráveis numa hora importante do processo eleitoral. Como síntese, entretanto, o que se viu no debate nada altera a tendência popular das pesquisas.

Como síntese de conteúdo, entendemos que os candidatos perderam uma ótima oportunidade em oferecer uma leitura crítica conjuntural dos grandes gargalos da sociedade nos diversos campos, ao invés do caminho fácil de centrar crítica pessoal à quem está no poder, no caso Ricardo Coutinho.

Tudo bem que ele, Ricardo, sendo o atual prefeito atraia para si o maior volume de críticas, mas bem que os candidatos poderiam ter aproveitado a oportunidade para elaborar uma análise e projeção de futuro de João Pessoa dentro de uma lógica de respostas e solução para os muitos problemas.

Antes de qualquer mal entendimento, admito que o debate possa ter enfrentamento pessoal entre os candidatos dentro de nível civilizado, pois isso faz parte do contexto não só aqui como nos Estados Unidos ou na Torrelândia, mas as reflexões e criticas foram muito pontuais sem uma lógica de abordagem geral dos vários temas com apresentação de propostas.

Expliquemos melhor: o debate da saúde, por exemplo, não conseguiu sair de acusações pontuais de problemas na área sem que nenhum dos candidatos apresentasse uma abordagem compreensível sobre como resolver a questão apresentando estatísticas, formas de atração de recursos, políticas de pessoal, infraestrutura, enfim, detalhando as formas de solução.

João Pessoa vive o boom do setor imobiliário com a projeção de centenas de imóveis mas uma única abordagem densa sobre como conviver diante dos efeitos dessa situação, ninguém que se atreveu a abordar. Nem mesmo o prefeito que, no debate, adotou uma postura retraída para não criar qualquer crise na reta final da campanha.

Tem mais, como exemplo: a Capital paraibana vive a véspera de um elemento de grande interferência no futuro de nossa cidade, que é a duplicação da BR – 101 produzindo a vinda de muita gente do Recife e Natal para cá – condição essa que exige a preparação já agora com o aumento da densidade populacional, da violência advinda paralelamente, etc, mas ninguém teve tempo para tratar de assuntos.

Acho até que o tempo curto de abordagem, tipo 1 minuto e meio, termina por conter a abordagem, mas em qualquer situação, o debate não criou absolutamente nada de novo por isso o resultado respalda as intenções reveladas nas pesquisas.

Trocando em miúdos, pouco foi acrescentado no processo.

Ato falho

Pela primeira vez, o debate de João Pessoa trouxe várias abordagens dos candidatos – especialmente Lourdes Sarmento e José Rodrigues – sobre a possível candidatura de Ricardo ao Governo do Estado em 2010.

O prefeito repetiu que sua prioridade é ampliar as ações em favor do seu mandato como prefeito, mas num determinado momento de uma resposta inseriu cuidados seus com a otimização de setores da economia no Interior do Estado, como a mineração, etc – tema sem nada a ver com a capital.

Ney no carro sem Maranhão

Não houve até agora nenhuma manifestação de assessores de publico, mas ontem deu para perceber que na carreata de Ricardo Coutinho a camionete principal trazia o ex-senador Ney Suassuna, deputado federal Manoel Jr, deputado estadual Gervásio Filho.

Notou-se a ausência do senador Maranhão, principal liderança do PMDB, que foi dito envolvido com a eleição no Interior, especialmente em Araruna – onde a disputa é muito acirrada.

A leitura sobre o futuro de Ney

Ontem, no meio da tarde, o ex-senador interrompeu sua participação na carreata em João Pessoa para viajar de volta ao Rio de Janeiro, onde reside.

Foi Ney ausentar-se do processo aqui e em Campina para muitos comentários se sobressaírem a partir de seus aliados / amigos desanimados com as projeções de futuro por conta da posição atual do ex-senador.

Muitos deles diziam que Ney entrou num labirinto político sem saída porque está encrencado nos vários cenários – com Maranhão não tem vez, na relação com Cássio vive a presença incomoda de Cícero, como se deu na passeata de CG, sexta-feira, afora sua apatia de participar do processo se queixando que a maioria só pensa em seu dinheiro.

De fato, Ney não vive o melhor de seus momentos políticos. Nem em Campina, onde teve interferência, hoje tem seu apoio formal a Rômulo, mas nem participa nem sai de cima.

Desse jeito seu futuro político na Paraiba está comprometido.

Campina: eleição dura

Embora as pesquisas apontem números, no cotidiano de Campina Grande o clima é de disputa muito acirrada com novas avaliações de bastidores apontando na atualidade situação bem diferente do que foi revelado pelos veículos de comunicação.

A semana começa com muitas ações acentuando o acirramento, ao invés do favoritismo folgado.

Quem viver verá.

Debate em Campina: de novo o cheque

A TV Itararé, de Campina, foi o alvo das atenções neste domingo à noite com novo debate entre os candidatos a prefeito.

Nele, Veneziano voltou a se referir aos projetos de sua gestão e responder as criticas dos seus adversários.

Aliás, Rômulo Gouveia desafiou-o a ir nesta segunda-feira, às 14 horas, na sede da ACI, para tirar a limpo de vez a questão do uso de dinheiro da saúde na conta corrente do candidato.

É que Veneziano exibe um documento do Banco do Brasil dizendo que o inocenta, mas Rômulo aposta e diz ter provas para desmascarar a versão do prefeito porque, segundo o candidato do PSDB, “houve uso, sim, dos recursos da saúde na conta particular”.

Agora é aguardar para ver.

Última

“E na tortura/
Toda carne se trai…”

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