RIO DE JANEIRO – Não dá para ignorar que a causa e conseqüência da saída do deputado estadual Ricardo Barbosa da Liderança do Governo na Assembléia Legislativa traduzem séria preocupação para o governador Cássio Cunha Lima, embora não exista crise do tipo sangria desatada.
Se reparar bem, o grau de inconvivência entre o ex-lider e o deputado José Aldemir é coisa antiga, cujo processo motivador tem a ver com disputa de bases eleitorais no alto sertão, onde Aldemir é nascido, mas ultimamente tendo Ricardo rondando ao redor e gerando desfalques nos apoios do parlamentar sertanejo.
Tudo o demais é conseqüência, por isso a crise tem contornos claros, portanto, sem grandes operações para se resolver.
Não dava, aí começa o desgaste de Ricardo, para ficar como Líder de uma base na qual sofria duras contestações públicas de um insubordinado.Além do mais, o pavio de RB sempre conhecido, quase pegando fogo no dedo.
E agora, como fica tendo Manoel Ludgério na Liderança? É a incógnita que se prenuncia porque o parlamentar ao longo dos anos nunca foi de super-exposição,muito pelo contrário, agindo sempre com comedimento.
Mas, diante do novo desafio, vai precisar conversar muito, ter paciência demasiada e se expor, dar a cara para a Oposição bater condição essa a exigir reação imediata sob pena de perder o controle do cenário.
Se é assim, resta acompanhar a mão do novo Líder na massa real.
