A oposição ao prefeito Ricardo Coutinho ligada ao candidato João Gonçalves e PSDB resolveu pontuar a linha de discurso contra o candidato do PSB à reeleição buscando desconstruir os argumentos de vanguarda expostos pelo alcaide, através de um elemento básico: a contradição.
É fácil de identificar isso nos espaços do Guia Eleitoral ao longo de cada dia. Percebamos, por exemplo, o teor das inserções moldadas a um misto de desenho animado com imagens reais tratando da questão do transporte coletivo levado ao ar pelos tucanos.
O programa do PSDB deste domingo, aliás bem elaborado pela MIX, incorpora o foco desconstrutivo, isto é, querendo levar ao eleitor/telespectador a contradição da combatividade de Ricardo quando era vereador ou deputado no trato dos aumentos das tarifas, mas hoje a abrigar a cumplicidade com a majoração das tarifas.
É este o tom que será levado a todas outras questões, como Mercado Central, Ambulantes, Saúde, etc.
A rigor, o papel da Oposição é mesmo fuçar, cascavilhar, contestar quem está no Poder até porque a inexistência desse componente significaria entregar o jogo no primeiro tempo. Mas, independentemente de troco político, o discurso do PSDB tem abrigo numas coisas e em muitas noutras, não.
Tomemos por base a questão das tarifas. O discurso oposicionista é verdadeiro no deslocamento da postura de RC, mas o efeito disso não afeta a essência do prefeito Ricardo e não mais o parlamentar porque quem está no exercício do Governo precisa conviver com a tarefa de homologar reajustes das tarifas até pela força constitucional, mesmo porque ela é fruto de um Conselho amplo e representativo da sociedade que indica os índices..
Tal situação cai como uma luva no mesmo diapasão vivido pelo presidente Lula que assume abertamente ter mudado de posição para, segundo ele, avançar nas políticas em favor da sociedade. Só burro não muda, costuma teorizar Luiz Inácio parecendo combinar com Ricardo que, a despeito das criticas da Oposição, introduziu novidades qualitativas no transporte coletivo na Capital.
Pois bem, no decorrer dos dias vamos analisar muitos dos aspectos da política e criticas dos vários candidatos tudo dentro da normalidade comum de nossos tempos de quentura.
Barreto: tom professoral
Já a performance do candidato Francisco Barreto reproduz sua verdade e símbolo forjados a partir da academia e das lutas históricas adicionadas de experiências em algumas administrações públicas.
Trocando em miúdos, o tom que ele impõe é de natureza professoral do tipo sei os caminhos das pedras e as ciladas mas, ainda, sem apontar suas prioridades diante dos problemas, bem como pretende resolve-los.
Crise sem tamanho
Logo, logo deve estourar mais uma grave crise envolvendo famílias famosas daqui e dalhures. É guerra braba capaz de não deixar pedra sobre pedra.
Podem anotar: vai ser mote de denúncia na Grande Imprensa afetando lá muito mais do que aqui.
