Com o olhar de ex – menino pobre do bairro da Torre, hoje tomado de um volume sem fim de informações mudando até meu status de cidadão econômico em João Pessoa, quando olho ao redor da cidade ainda me entristeço com o infortúnio de muitas pessoas motivado por vários fatores sociais, mesmo assim acho que nossa Capital avança.
Não tenho aqui o dom de dono da verdade, muito menos de última palavra, mas percorrendo bairros e centro histórico da cidade pude atestar nesta terça-feira de 423 anos de João Pessoa que há ações continuadas a dar alento aos nossos olhos.
Falta muito, eu sei, mesmo assim não dá para ignorar símbolos visíveis aos olhos nus de qualquer cidadão.
A partir do contexto físico-material vejo uma ponte imaginária expressiva entre o Centro Histórico dando sinais de importante revivência em contato direto com o futuro expresso na Estação Cabo Branco, de Ciência e Tecnologia com a dimensão só vista por quem não prioriza a intriga política.
É como não estivéssemos aqui estando em pleno solo tabajara!
O conjunto de ações em curso no Centro Histórico apartamentos na ladeira da Praça Antenor Navarro, a vasta e indispensável recuperação do Ponto de Cem Réis e Pavilhão do Chá, bem como a reformulação total do Porto do Capim bem que consolam a expectativa de reanimação econômica e habitacional de nosso maior acervo, agora tombado como Patrimônio Nacional.
Volto a dizer: não adianta negar. São passos expressivos, da mesma forma que, lá trás, significaram o fim do Lixão do Roger e a retirada do posto de gasolina na Antenor Navarro na gestão Cícero Lucena.
A ponte visionária com o futuro na verdade só se vislumbra quando se está diante e dentro do significado da Estação Ciência para dimensionar com sinceridade o olhar longe de que precisamos para estancar nossa cultura de divisão e, em muitos casos, torcida contra por pura maldade ou retrocesso político.
Mais importante sei que é a garantia, por exemplo, das políticas de saúde eficazes para que Fátima e os filhos de Tonho, meus amigos de infância, possam usufruir dessas condições, mas a sensação olhando o passado (Centro Histórico) diante do presente/futuro (Estação) é de que estamos caminhando com resultados à altura do que precisamos.
Quanto ao debate, este se faz necessário quando sincero, mas vale à pena comemorar.