O dia seguinte

Pensando bem, os desdobramentos nas hostes da situação e oposição nas várias disputas dos 223 municípios no estado foram nesta segunda-feira. de últimos ajustes na definição do verdadeiro tabuleiro político da Paraíba.

É evidente que nem sempre o quadro é de consenso, como se deu dentro do PMDB com reações isoladas de nomes de referência, como foi o caso do deputado federal Wilson Braga e do vice-presidente estadual do partido, Haroldo Lucena, reclamando do tratamento recebido e até anúncio de não – voto a Ricardo Coutinho. Braga voltou atrás durante o dia, entretanto Haroldo manteve a palavra.

Mas esta não é uma situação afeita apenas a João Pessoa ou à Situação. Até mesmo na oposição ao prefeito – como se deu no ´carão´ já superado do governador Cássio Cunha Lima diante de Aníbal Marcolino, anteontem, o clima às vezes é de ´vaca desconhecer bezerro´, como filosofa Nonato Guedes.

Vejamos em outras cidades, como Bananeiras: ao optar por um candidato a vice apresentando pelo conjunto de partidos, eis que a prefeita Marta Ramalho, candidata à reeleição, acabou perdendo o apoio do PT – este passando a apoiar Augusto Bezerra à quem fez muitas críticas, mas a contingência e/ou pragmatismo funcionou mais alto.

Trocando em miúdos, é absolutamente normal admitir divergências e/ou reações contrárias ali ou acolá. Faz parte do jogo. Agora, não adianta é querer transferir para a Imprensa os problemas originados dentro da própria política.

O senador Maranhão, homem público de história reconhecida, incorre em erros primários ao abrigar a intriga formulada por assessores do mal gerando crises de relacionamento desnecessárias, quando os fatos mostram que as insatisfações não são obras da Imprensa, mas das circunstâncias. E são verdadeiras.

Outra coisa: não tem essa de querer intriga-lo com Ricardo Coutinho. Aliás, os dois, de índole muito parecidas, é que não querem perder um milímetro do espaço que dispõem, não por maldade, mas é que nessa matéria de controle eles são quase iguais.

Agora, na prática, quem está dando as cartas na conjuntura dentro do esquema próximo da base de Lula é Ricardo Coutinho. Só não vê quem não quer.

Pacto de não agressão

O governador Cássio e o prefeito Ricardo Coutinho insistem na manutenção de um ´acordo de cavalheiros´ no sentido de não misturar as bolas, ou seja, a campanha da gestão política durante o atual processo sucessário.

Não é condição fácil porque os guerreiros dos dois lados anseiam por sangue, baixaria mesmo, mas até agora eles resistem não se sabe até onde e quando.

Na escolha do vice, quase esse pacto iria para o espaço.

Aguinaldo recuou

Bem que a coluna havia projetado: o deputado estadual Aguinaldo Ribeiro nadou, nadou e – é desistiu de ser candidato a prefeito de Campina Grande.

Aceitou o apelo do governador, mas fez conchavo para ter apoios visando sua eleição na Câmara Federal.

A fala de Vené

Na sua primeira fala como candidato ungido pela convenção, o prefeito Veneziano disse que vai para a disputa seguro da vitória gerando a conquista pela primeira vez da maioria na Câmara Municipal.

O otimismo do prefeito é compreensivo mas logo, logo as pesquisas vão aferir o tamanho desse sentimento positivista.

Discurso da retomada

Rômulo Gouveia assimilou o gosto pelo discurso crítico, sem ofensas pessoais, mas de contundência a toda prova pontuando agora as promessas do prefeito e o saldo real 3,6 meses depois.

Com base nos números que tem tido acesso ele só fala em retomada do desenvolvimento na cidade.
Veneziano não chega a ser um fiasco, como se quer dizer, mas o debate deve lhe tirar a soberania de antes passando à condição de concorrente com possibilidade de vitória hoje, mas de derrota amanhã.

O que tiver de ser, será.

Última

“Bem que se quis/
Depois de tudo ainda ser feliz…”

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso
Acessar o conteúdo