A hipocrisia, o medo, as conveniências e até mesmo a cumplicidade têm gerado na Paraiba
um clima incomum, diferente mesmo, no trato de questões difíceis, mas reais, no curso do FOCCO movimento surgido a partir do Ministério Público Federal vivendo grave crise de ação por conta das situações inusitadas em curso. Faz tempo, inclusive, essa crise moral.
Para não parecer tese de Doutorado, devo evidenciar logo que refiro-me às imagens de lideres do Ministério Público endossando o acatamento e apoio do empresário Roberto Cavalcanti à nova campanha de combate à corrupção, como se deu na sexta-feira, embora o líder empresarial tenha saído de depoimento na justiça federal por estar respondendo a processo por graves situações de desvios de recursos públicos, segundo a justiça e o MPF.
É difícil, muito mesmo, tratar de temas com esse teor, porque entre tantos valores há sempre quem queira minimizar os fatos inserindo-os na disputa política do Estado o que nada tem a ver com a essência em voga entretanto, ao Ministério Público em suas várias instâncias está a missão de zelar pela lei e não afastar-se dessa condição.
Antes que pareça postura paladina da Coluna, que não é, admito até o contraditório, que é acatar os argumentos em contrário de que responde Roberto homem muito forte e poderoso , mesmo assim todos os dados repassados pelo MPF revelam um cenário de muita dificuldade para o empresário que, segundo o Ministério Público Federal, entre outras está sendo acionado pelo FINEP para devolver R$ 48 milhões por desvios de recursos em 1998, através da Plastfort utilizando-se de certidões falsas para a obtenção da verba.
O caso é mais rumoroso daí a demora no rito processual gerando projeção de novos depoimentos e mais tempo para a defesa neste ultimo caso indispensável.
Independentemente, a Procuradora de Justiça, honrada Janete Ismael, acabou permitindo uma onda de comentários na sociedade, mesmo que poucos assumam, com alta reprovação do ato ao aparecer em foto pública no lançamento da campanha ética do MPE.
Neste sábado, uma alta autoridade da sociedade organizada revelou à Coluna seu ar de decepção com os processos éticos das instituições e chegou a admitir que pediu para mudar o lugar no ato do MPE porque pressentia uma crise sem tamanho na conduta do movimento em defesa da ética.
E agora é a pergunta que não pretende calar o que vai acontecer?.
Outros valores no processo
Ninguém discute a força de Roberto Cavalcanti e dos habilidosos / leiais assessores na construção de aparato afeito para poucos. Talvez eles não dimensionem, mas na Paraiba soube ao chegar do Recife de várias manifestações festivas produzidas por inimigos deles com os últimos acontecimentos.
É que ao longo dos anos, eles cresceram enormemente carregando consigo na mesma proporção, os inimigos que não aceitam as formas de tratamento em alguns casos de perseguição, dentro e fora da política daí o caso ter tantos interesses.
Diante do fato, diversas figuras indagavam como a Justiça e o MPF tratarão o amplo direito de defesa diante da prescrição ( fator tempo do processo) para o desfecho do caso.
Contra-ponto
Junto aos mais próximos, o empresário Roberto Cavalcanti repete que está tranqüilo e que vai superar essa situação.
O interesse político
Desde quando dos depoimentos na Justiça Federal que estrategistas ligados ao governador Cássio reproduzem o conceito de que são os vários processos o motor maior para que o Sistema Correio produza campanha para tirar o chefe do executivo do poder visando a ascensão do senador José Maranhão e a conseqüente posse de Roberto no Senado.
Última
Onde houver trevas/ que eu leve a luz…