Campina Grande – Enquanto o clima político não chega nesta cidade ao calor previsto para breve, vamos precisar abordar muitos temas, políticos ou não, na tentativa de compreensão do que se está sendo criado na direção do futuro da Paraíba.
Confesso que nesta semana de comemorações de 7 anos do portal WSCOM Online com direito a reflexões importantes sobre a realidade tecnológica a afetar a vida das pessoas da sociedade como um todo absorvi informações que me fazem preocupado com o rumo de muita coisa na Paraíba.
Antes de chegar na política partidária, que não está sabendo superar as intrigas como fator de atraso, volto-me para a Universidade Federal da Paraíba na atualidade vivendo as vésperas da eleição para escolha de novo mandato para Reitor e vice da instituição.
Segunda-feira passada estive no auditório da Reitoria, no Campus I, acompanhando o debate entre os candidatos Rômulo Polari (tentando a reeleição), Lúcio Flávio e José Rodrigues três nomes íntegros da academia.
Depois de tudo que vi e ouvi, criei três entendimentos distintos do que reserva ao futuro da UFPB. No campo político, mesmo com a rigidez e questionamentos da Oposição, através do professor Lúcio Flávio, o clima político na disputa não altera a projeção de forte perspectiva de vitória do atual Reitor.
Até mesmo o auditório no debate demonstrava na ocupação das cadeiras e das cores azul (Polari) e vermelho (Lúcio), posto que a cor verde de José Rodrigues só se via apenas numa faixa a realidade que será anunciada na próxima quarta-feira, dia da votação. 2/3 do público presente se manifestava a favor de Polari.
Do ponto-de-vista da essência dos projetos, com base no que ouvi, sinto que os reitoráveis estão focados mais e exclusivamente na cena interna da instituição com argumentos, questionamentos e discursos voltados para a estrutura em si física, de pessoal e missão como que priorizar o próprio umbigo da UFPB no bom sentido da expressão.
É no terceiro item (reflexão mesmo) que reside minha preocupação como ex-aluno, cidadão e empreendedor porque, na essência do debate, atestei pouco zelo e projeção de ações voltadas para a sociedade que está fora dos muros da UFPB.
Aliás, a impressão que me chega ainda é de uma instituição de valor imensurável sem gerar a cumplicidade efetiva e permanente no tamanho e necessidade que a Paraíba vive procurando construir como formas de superação de muitos desafios e atraso gerados pelo fator econômico.
Depois de participar de palestras do ETICO – Encontro da Tecnologia da Informação e Comunicação , evento fantástico, absorvendo uma gama enorme de novidades atualmente em processo em outras sociedade fico imaginando o fosso que muitas gerações de universitários andam experimentando sem nada perceber, porque a Universidade Brasileira como um todo anda distante e desassociada da sociedade em suas necessidades de atualização do conhecimento.
Daí a preocupação permanente porque, se a UFPB na mesma proporção da UFCG não constrói neste momento nova cultura e as ferramentas de atualização do conhecimento estamos fritos, fadados a conviver com o atraso, porque a velocidade da renovação do conhecimento lá fora prescinde de uma Universidade mais próxima dos problemas para construir soluções.
Em síntese, com base em vários fatores e dados, projeto a vitória do professor Polari e um monte de desafios porque a cerca em torno da Universidade está gerando em tese a consolidação da miopia entre nossos mestres e doutores muitos deles ainda em conflito psicológico / ideológico porque já tem mais o Socialismo como utopia de sociedade perfeita, por isso mesmo, em crise, se tranca dentro si sem expandir o conhecimento acumulado sob o financiamento da própria sociedade pior ainda sem querer conviver com a realidade de mercado e de busca da qualidade de vida não preparando condignamente as novas gerações.
Tenho receio que eles não se estejam se apercebendo da forte perspectiva de estarem diante de um futuro de jurássicos como todos que ignoram a velocidade do conhecimento.
Por isso, mesmo que solitariamente, ainda haverei de instigar muito o papel da UFPB sabendo das intenções positivas do reitorado de Polari, que não pode mais ficar achando normal o medo e insensibilidade dos nossos mestres de não contribuir com a sociedade paraibana.