RECIFE – Enquanto a sociedade como um todo conduz seu cotidiano com suas prioridades especificas, segmentos distintos, a exemplo do Ministério Público Federal, resolve reunir sua estrutura básica no Nordeste para avaliar o antes, o durante e os desafios do setor a partir desta fase.
A rigor, o mote está nos 15 anos de regulamentação da norma que pôs fim à dualidade e/ou confusa posição vivenciada pelo Ministério Público Federal, anteriormente, ora funcionando como defensor do Estado na proporção inversa de acusador nas anomalias registradas por autoria desse mesmo Estado.
Em face desse contexto, o Procurador Chefe da 5ª região, incansável Luciano Mariz Maia, resolveu produzir uma reflexão coletiva envolvendo não só o Procurador Chefe, Antonio Fernandes, como os desembargadores do Tribunal Regional Federal, também da 5ª região, em torno dos próprios procuradores dos diversos estados/membros do organismo.
A tese, segundo percebe-se nas conversas de bastidores, é produzir uma análise nua e crua com todo respeito da realidade vivenciada pelas procuradorias federais na relação especialmente com os tribunais, especialmente os de recurso, para alinhar entendimentos que permitam a compreensão do que pode existir em torno da sociedade em áreas básicas.
Por exemplo: como anda o combate à corrupção, da mesma forma que o tratamento às minorias como índios, ciganos, etc, o nível das ações deflagradas pelos membros da Procuradoria e, nesse contexto, o relacionamento com a Justiça nos vários níveis.
Certamente que, ao final, será concluído que o saldo é extremamente positivo se comparado aos tempos de visão turva e de comprometimento com o silêncio, anos lá atrás, mesmo assim a construção de novas etapas em busca do respeito pleno à cidadania sempre será bem recebido pela atenta sociedade.
Se reparar bem, não fosse o Ministério Público Federal e estadual certamente que a fase atual da sociedade brasileira/nordestina estaria muito aquém do que se exige.
E isso significa apenas dizer que a luta continua, pois falta muito ainda a se fazer.