Ainda tonto com essas coisas de fuso horário, mais tonto ainda fiquei ao me deparar logo hoje com relatos de fontes e de amigos projetando nosso clima político partidário envolvendo nossa elite num patamar inqualificável para não dizer insuportável pela forma com que as coisas continuam sem tratadas.
Para uma parte da sociedade paraibana a menor, mas a mais barulhenta de todas, que é quem gravita em torno da política não há outro assunto que não seja a pauta de julgamento dos processos de cassação do governador Cássio Cunha Lima que, pelo andar da carruagem, muito dificilmente deverá estar para posição dos ministros até o final do mês ou mesmo junho já quem diga que em 2008 não se julga.
Está claro que não afirmo categoricamente porque não sou ministro, mesmo assim até quem é leigo em rito processual sabe que, quando há mudança de relator prever-se obviamente um tempo mínimo para ele se inteirar da matéria até pronunciar-se.
A dados de casos similares ao tratado aqui, isso significa dizer que o Ministro Eros Grau, provavelmente o futuro relator, deve ter lá seus dois ou três meses para gerar veredicto e na seqüência provir as novas etapas do caso.
Certamente que advogados e aliados do senador José Maranhão contestam, dizem ao contrário que tudo acaba ainda este ano, mas a vida nossa do cotidiano tem se mostrado mais forte do que as vontades alheias daí até agora tudo estar dentro da previsão produzida pela Coluna.
Mas, embora volte ao assunto já já, peço vênia de todos para não parecer pedante ou medito a besta, que sou até por ser filho do bairro da Torre.
Vou direto ao assunto: é impressionante como nossa elite política não se apercebe do grave caminho que estamos percorrendo na direção do atraso de idéias, de postura e de projetos fazendo-nos, em comparação aos estados de nossa estatura no Nordeste, como se voltando não mais para os anos 70 não, mais para trás ainda lá pelos idos 1930. Até mulher resolveram inserir no mal fadado e péssimo enredo.
Por estar viajando com freqüência pelos 9 estados do Nordeste vejo com clareza a recuperação do Piauí com escolas suas já tendo referência no País; Alagoas com seus três senadores unidos em favor do estado e levando para lá R$ 7 milhões nos próximos anos.
Só agora, este semestre, foram destinados cerca de R$ 600 milhões para o canal do Sertão. Na Paraíba, só para ficar neste ultimo caso, o Canal de Sousa, depois de saneado todas as pendências, passa a produzir melão para o mercado internacional através de contrato externo, mas é o superintendente do Incra, Frei Anastácio funcionário graduado do governo quem incita a ocupação das áreas irrigadas pelo MST.
Meu Deus do céu, quem terá feito o danado desse Catimbó a nos atrasar tanto assim?
Mas, antes que atribuam tudo ao diabo, advirto que tudo está entre os homens, muitos deles dizendo-se tementes a Deus.
Nem falo (escrevo) no Rio Grande do Norte, onde a união de todas as correntes políticas asseguraram o inicio da construção do segundo aeroporto, também internacional, mas agora de Cargo que deveria estar na Paraíba mas a picuinha e o descompromisso atrasam nosso futuro.
Outro dia vi lá no Palácio do Planalto, a governadora Wilma Faria, os senadores Garibaldi Alves (presidente do Senado Federal), José Agripino Maia e Rozalba todos unidos em torno de um leque de projetos em favor do estado, embora eles vivam na política a famosa situação de gato e rato.
Só que, sabiamente, preferem gerar consenso na hora certa. O pau e a intriga como dizem os meninos da Torrelândia, isso fica para o período eleitoral.
Nem falo em Pernambuco, depois de briga feia ao longo de 30 anos construindo o buraco, a queda, agora se consagra como ambiente de desenvolvimento ampliado em todos segmentos exatamente porque a elite política de lá resolveu usar o quengo, o juízo, o tutano em nome do crescimento coletivo.
Era o que tanto se esperou e não se viu ( e vamos poder ver? ) em torno de nossos lideres políticos desacostumados com a postura democrática na essência da palavra. Nem mesmo quando o senador Maranhão, líder inconteste, assumiu a presidência do Senado não se viu um somatório de esforços para brigar conjuntamente em favor de grandes obras pelo Estado.
Resultado: ficou amuado com a reunião meteórita na Comissão de Orçamento com o governador, sem avanço algum porque, entre outros aspectos, amigos seus convencionaram que ele iria assumir o Governo em abril/maio por isso não valeria acordo algum.
Aliás, a postura de não dialogo acabou incompreensível porque se ele tinha convicção que iria assumir, ora, o lógico seria brigar por grandes aportes de recursos e não a quantidade pífia a que ficamos submetidos pois seria esse volume que lhe ajudaria a governador.
Só que o tempo está passando, o clima de falta de dialogo se mantendo, e já há como saldo o fato do senador Maranhão não ter assumido a presidência do Senado, pois era ele o nome escolhido pela maioria, nem assumiu o governo nem parece que esteja em pauta tão proximamente.
Trocando em miúdos, o tempo está passando e a Paraíba se mantém abaixo do desempenho de outros estados em termos de atração de altos volumes de recursos e de grandes obras estruturantes levando em conta que, anos atrás, nosso estado já esteve muito à frente em termos de resultados.
A realidade diante da crise
O cenário no Estado só não é pior porque o cotidiano da vida pública a partir da estrutura de Governo tem reagido normalmente produzindo as ações normais em cada área, como estando sem ser afetado pela crise politica.
Já quem raciocine apontando um quadro da seguinte formaé como se, ao se projetar que em 2008 não possa mais existir o afastamento do governador, agora é tentar gerar a cultura do quanto pior, melhor.
Se for por esse caminho, ou o Governo trabalha ou trabalha porque se entrar no jogo do clima será o fim.
Última
Bate com pé xaxado/
Bate com pé rachado…