Tão logo passemos o feriado de 21 de abril (segunda-feira) a fase seguinte prevista em Brasília é de acompanhamento mais intenso de aliados do senador José Maranhão, conforme relato de Alta Fonte à Coluna, no sentido de poder ver concretizada a esperada etapa de agendamento do processo da FAC, que trata da cassação do governador Cássio Cunha Lima.
Está certo que quem decide mesmo não está no agrupamento do senador nem da outra parte, o governador, posto que trata-se de uma decisão exclusiva do Tribunal Superior Eleitoral, entretanto, a presumida pressão para o ministro Carlos Ayres de Brito vir a colocar a matéria em pauta no plenário deverá se efetivar em maior grau.
Como estratégia, não há nada de novo nessa projeção de tática nos bastidores do TSE, mas, quem conhece a fundo o maranhismo considera inevitável a presença de várias formas visando persuadir e criar meios de pautar o processo.
Há no seio maranhista um jogo claro do tipo ou tudo ou nada com a esperança em alguns e até em outros casos a fala como se fora certeza de que o agendamento vai mesmo se dar em abril, no máximo em maio.
Aliás, como já disse, a antiga estratégia também atrai para si alto grau de perigo porque, caso o rito processual continue da forma em que está, ou seja, sem ser pautado nem Cássio cassado, certamente que gerará mais do que frustração a perspectiva de perda eleitoral em muitos ambientes da sucessão deste ano de 2008.