Até onde avançamos no atraso

Possa ser que as maiores autoridades do Estado e até mesmo organismos de relevância não estejam se apercebendo, mas o fato mais sério na atualidade paraibana reproduz a crise política na Paraíba a ‘contaminar’ as instituições, aparelhar organismos da vigilância, intelectuais, a tal sociedade organizada, enfim transformando o conjunto social na reprodução rude da lapinha (esta de origem popular merece mais respeito) em meio a um quadro tal qual o caleidoscópio sem projetar clareza sobre o rumo do futuro que nos espera.

Antes que pareça purismo ou tendência a tom professoral digo de cara que a abordagem de agora nada tem a ver isso.

Entretanto, repito, entramos num labirinto com aparência de não ter fim no curto/médio espaço de tempo já provocando a falta de pudor, a mentira e ódio como moedas permanentes trocadas entre a elite, que assim contamina a parte seguinte ( os liderados ) dentro de um conjunto de processos e disputas nutrindo espetacularmente a sensação de semi – paralisia e/ou gerando atraso da Paraíba.

É o que se percebe, sobretudo, a partir da crise política entre o Governo e a Oposição sem haver a mínima condição de um Pacto qualquer em nome das boas práticas e da civilidade.

Não tem jeito. Como dos 3 milhões e 500 mil paraibanos são em torno de 200 mil co-irmãos quem participa da briga maior pela condição de mando e de acesso a recursos e vencimentos ( fixos ou momentâneos) constantes nos diversos níveis de Governo, especialmente da administração estadual, então a arenga aparenta não ter fim,.

Acho perfeitamente normal que a Oposição lute por seus interesses/lutas, da mesma forma que integralmente cabe ao Governo exercer sua legitimidade de exercício de Poder sob amparo legal (como há no contexto presente) para se importar mais e deslanchar projetos – aí sim em favor da grande maioria e não apenas de um pequeno, barulhento e poderoso segmento da sociedade reproduzido nas duas bandas da lua paraibana.

Se isto é verdade, não vale então inventar fatos, maquear situações, agredir a imprensa, nem a imprensa transformar-se em parte partidária, muito menos ver o legislativo reproduzindo cenas de pugilato diante da parcialidade dos paladinos que focam criticas numa parte e ocultam a censura de outra, ou seja em sendo assim, como dizem os meninos da Torre, “tá tudo dominado” (infelizmente) reproduzindo a luta do poder pelo poder, que é elemento conquistado pelo voto, mas no tempo certo.

Isso não significa abstrair a pendenga jurídica hoje no TSE, nada disso, mas viver exclusivamente da espera de um resultado – mesmo relevante que o seja – é não ter projeto para o Estado, seja de que lado for, por isso quem tem responsabilidade e sabe fazer precisa ocupar seu tempo com sua função delegada pelo povo até porque tem gente devendo resposta à missão dada pela sociedade.

Não sei quem tem ainda aura e reconhecimento na sociedade para chamar “o feito à ordem”, mas a cada dia que passa, mais fica difícil a construção de um Pacto Mínimo em nome da Paraíba Proativa – hoje mais parecendo um bandeira rasgada, dividida e costurada pela cultura atrasada de 1930.

Felizmente a grande maioria do Estado tem o que fazer, do que se preocupar, porque do contrário estaríamos no inferno batizado de Paraíba.

Precisamos reagir, construir a paz e dialogo possíveis, antes que transformemos tudo numa loucura coletiva.

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