O confronto entre Governo e Oposição na busca pelo Poder na administração da máquina do estado não pára de registrar novidades. Quando menos se esperava, nesta segunda-feira, depois de enorme barulho causado por denúncias no Caso Concorde eis que a semana começou com os aliados governistas deflagrando contra-ataque de forte percussão.
Primeiro, saiu às ruas e nos veículos de comunicação dando explicações que geram certo desmonte nas acusações oposicionistas e, mais ousado ainda, partiu para o ataque anunciando a aprovação de CPI não só tratando da venda de ativos da Cehap como do Ipep e eis a novidade, o extinto Paraiban.
Não precisa ser expert para entender o objetivo que está na cara: a CPI, que deverá ser aprovada, pretende claramente chamar para o holofote do enfrentamento político exatamente a gestão do ex-governador José Maranhão quando da venda do ex-banco do estado (hoje ABN Amro).
Na prática mesmo, como aventam dizer os meninos da Torrelândia, o que Ricardo e aliados do governo consideram é que envolvendo o Paraiban vão expor questões obscuras no contrato de venda do banco do Estado durante o Governo de José Maranhão.
Tal estratégia, sem dificuldades, pode ser entendida como troco às acusações da Oposição numa perspectiva de, no ataque, deixar os oposicionistas na defensiva.
Pensando bem tudo só está acontecendo porque de forma orquestrada a Oposição tem jogado duro permanentemente buscando gerar clima de instabilidade e, ainda, construir daqui para Brasília desdobramentos e repercussões com desejo de chegar aos ministros do TSE que, mais dia menos dia, vão colocar o processo de cassação do governador Cássio em pauta embora não se saiba quando.
O fato é que a Oposição liderada pelo senador Maranhão joga todas as suas derradeiras cartas no julgamento do TSE correndo o risco de, em não acontecendo a pauta no tempo projetado, levar os aliados à frustração e mais do que isso admitindo até insubordinação, algo impossível de acontecer agora em face da perspectiva de poder.
De fato o Governo quando reage gera outro cenário, que não de desvantagem plena, ao contrário.
Culpa no alheio
Ninguém de bom senso pode ignorar a força e a liderança do senador Maranhão dentro e fora do PMDB. Agora, querer transferir para outros problemas internos do partido, por não conseguir reunir as principais lideranças do diretório de Joao Pessoa, como se deu sábado passado, é querer empurrar a poeira para debaixo do tapete desnecessariamente.
Ontem, na imprensa, ele culpou a Secom do governo do estado por espalhar boatos de discórdia interna no partido, mas nem foi a secretaria de comunicação nem ninguém: foi o próprio senador, que não convidou os demais lideres.
A verdade às vezes dói, mas precisa ser dita, mesmo diante dos bajuladores maléficos, inclusive dos profissionais de traição.
Lamento
O vice-presidente do PMDB, Haroldo Lucena, também ausente da reunião do partido na capital lamenta o estágio em que a legenda se encontra.
Dizendo abertamente que não quer mais briga nem conflito com ninguém, Haroldo não imaginava o cenário onde lideres como o senador Maranhão e o ex-senador Ney Suassuna não se entendem mais.
Haroldo, na verdade, tem andado muito triste.
Novo diretor
Via e-mail a atenta assessoria da PBTur envia a seguinte nota para a Coluna:
Alexandre Brasil foi apresentado nesta segunda-feira (07) à presidente
da Empresa Paraibana de Turismo, Cléa Cordeiro Rodrigues. Ele será o
novo diretor de Economia e Fomentos da PBTUR, na vaga deixada por João Bosco (mais conhecido por Bosquinho), que vai se candidatar a uma das 21 vagas da Câmara Municipal de João Pessoa nas eleições de outubro
próximo. Alexandre Brasil é irmão do prefeito de Solânea, Sebastião
Alberto Candido da Cruz.
Está dado o recado.
Nada de cassação
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba rejeitou em sessão na tarde desta segunda-feira os Embargos de Declaração opostos por Francisco Ramalho de Alencar visando a cassação do mandato do Prefeito de Ibiara, Nailson Rodrigues Ramalho.
Francisco Ramalho de Alencar, candidato derrotado ao cargo de Prefeito,
alegava que o TRE havia se omitido na análise de provas produzidas em Ação de Impugnação de Mandato Eletivo movida contra o Prefeito reeleito, Nailson Rodrigues Ramalho, que demonstrariam a prática de abuso de poder econômico e captação de sufrágio nas eleições municipais de 2004.
Mais uma vez vingou a defesa dos advogados Johnson Abrantes, Edward Johnson e Newton Vita argumento que a pretensão do candidato derrotado seria pura e simples rediscussão de matéria já decidida pela Justiça Eleitoral, que absolveu o Prefeito em primeira e segunda instâncias.
Recursos em meio à burocracia
Os governadores do Nordeste deixaram a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula a Silva falando maravilha da forma como foram tratados no Palácio do Planalto. O melhor de tudo: o dinheiro para restauração de muito que foi destruído com as chuvas está assegurado mesmo.
Mas, pelo que a Coluna levantou, ainda falta superar alguns procedimentos burocráticos comuns, mas exigidos pelo TCU.
Só que a fome não espera.
Caroneiro amigo
Mais uma vez, entre varias já registradas, o governador Cássio veio de Brasília através de carona dada por seu colega de estado vizinho, Eduardo Campos.
Pelo cronômetro da Coluna, Cássio deixou Joao Pessoa às 4 horas da manha da segunda-feira para o encontro com Lula.
Harrison Targino, procurador geral do estado, esteve sempre ao lado, inclusive na posse do novo presidente do STJ.
Repeteco
Esses moços/ pobres moços/
Ah se soubessem o que sei…