Desde sábado, do final da tarde em diante, que muita gente na Paraíba só respira política com mais um petardo revelado publicamente por quatro páginas do Jornal Correio da Paraíba, com base em documento atribuído à PF, aliando dados entre os R$ 406 mil jogados pela janela do Edifício Concorde, quando das eleições de 2006, e os empresários Olimpio Uchoa e Fernando Sales gerando clara ilação de que parte do dinheiro, R$ 200 mil, seria para a campanha do governador Cássio Cunha Lima.
Foram quatro páginas envolvendo vários aspectos unindo o volume de recursos do Caso Concorde à presunção de que seria desdobramento do pagamento dos ativos comprados pela Tetto como participação financeira da empresa com a então campanha do governador.
Se espremer e juntar todos os dados numa só síntese esta é a questão de fundo exposta pela denúncia veiculada pelo jornal.
Na prática, de sábado à noite (dia do aniversário do governador Cássio) até o final da tarde deste domingo predominou um choque enorme pelo conteúdo da forma exposta até porque inexistia o contra-ponto, os contra-argumentos da parte acusada, no caso o governador e o governo.
No meio da noite, por telefone, o Secretário de Comunicação, Sólon Benevides, concedeu entrevista exclusiva ao WSCOM Online desmentindo, uma a uma, as denúncias constantes na edição do importante jornal. Objetivamente disse com todas as letras o seguinte:
1) O Governo e o governador estão isentos do Caso Concorde e todos os demais ligados à campanha política;
2) O atestado concreto da isenção é o fato de nenhum membro do governo estar indiciado em qualquer processo policial por parte da PF;
3) Os srs Olimpio Uchoa e Fernandes Salles não contribuíram financeiramente com a campanha do governador, conforme atestado na Prestação de Contas no TRE;
4) A citação de documento da PF envolvendo os empresários com o Caso Concorde nada tem a ver com o Governo ou algum de seus membros, que não se pronunciarao sobre questões de ordem privada;
5) A operação de venda dos ativos da Cehap se deu através de concorrência nacional muitos anos atrás à campanha produzida por agentes ligados ao Banco Central sem nenhuma contestação até a presente data;
6) Processos de aluguel de carros junto à empresa do sr Olavo Cruz dizem respeito exclusivamente ao cumprimento legal de Pregão Eletrônico Público, cuja empresa tem contratos com o Governo desde administrações anteriores;
7) Advogados do Governo estranham que tenha havido quebra do segredo de justiça pertinente ao processo devendo gerar demandas jurídicas na seqüência;
8) O Governo acusa a Oposição e o Jornal Correio de querer distorcer os fatos perante a opinião pública e a justiça eleitoral;
9) O governador Cássio Cunha Lima manterá a normalidade das ações quer gerem melhores condições para a sociedade paraibana tratando na Justiça das injustiças contra ele assacadas.
Trocando em miúdos, está mais uma vez exposto um novo round de enfrentamento entre a Oposição, mais articulada, com o Governo Cássio produzindo no decorrer dos dias um clima insuportável sem perspectiva de superação a curto prazo, tudo por conta da luta política que se trava da parte do governo para manter-se no poder e, da Oposição, visando destituí-lo.
Conclusão: enquanto do sábado ao domingo o tempo foi de comemoração entre os oposicionistas pelo efeito das denuncias, da noite domingueira em diante os aliados do Governo voltaram à tranqüilidade que não vai durar por muito tempo, enquanto o TSE não julgar o Caso FAC ultimamente com elementos favoráveis a Cássio.
Até lá será esse moído louco, o desejo enorme pelo Poder.