O embate político exagerado da Paraíba não permite muita folga sobre o entendimento do que é ou não motivo de interesse partidário, pelo menos é assim o saldo da postura utilizada pelos lideres políticos no trato de qualquer questão. Daí a exploração na midia engajada da má notícia contra uns em detrimento da tolerância em relação a outrem.
É com esta concepção prévia, de distanciamento partidário mesmo, que insiro para reflexão coletiva o tema da violência como pressuposto a incomodar todas as classes sociais do Estado, a partir da capital João Pessoa, porque, é impressionante a escalada ascendente do crime invadindo as casas e atingindo as pessoas de bem deste estado.
Sejamos justos: não se trata de uma realidade atribuída exclusivamente ao Governo Cássio ou qualquer outro no Estado, embora o aparato policial precise responder sem desculpas apenas à sua responsabilidade de reprimir e até mesmo prevenir o crime organizado, hoje fazendo vítimas fatais a cada dia.
Aliás, a questão também não é poupar qualquer governo de críticas merecidas quando o controle da situação começa a conviver com fragilidade assustadora.
Ultimamente, não há um único dia em que não se registre latrocínios a exemplo do agrônomo Nilton Veloso, no fim-de-semana, da mesma forma que o médico Marcos Maia alvejado com diversos tiros por dupla de bandidos na Capital, sem contar as dezenas de furtos e assaltos à luz do dia.
São tantos delitos em lugares diversos que, lamentavelmente, faz João Pessoa perder a condição de cidade pacata, de registros policiais amenos, banais. Somos, ao contrário, uma cidade quase sitiada por bandidos cada vez mais ousados desafiando a polícia e, mais do que isso, se impondo quando o inverso é que deveria prevalecer.
Neste particular, não se trata de discurso de Oposição, não, é de constatação mesmo nos levando a cobrar das policias militar e civil uma ação continuada mais firme nas várias frentes, sob pena de se perder o controle da situação.
Chega de desculpas, de argumentos de defesa de forma bem elaborados, apenas! Precisamos enquadrar os bandidos para fazermos de todos os cidadãos desta cidade uma esperança presumível de que somos ainda uma cidade boa de viver.
Mal estar superado
No mundo da política nem toda versão é verdadeira, nem todo fato pode ser subestimado seja tratando do que for. É o que se aplica ao superado caso de lundum vivenciado pelo governador Cássio Cunha Lima com seu amigo/senador Cícero Lucena.
Ontem, nas areias da praia do Cabo Branco tudo se desfez em termos de mal estar, sobretudo pela onda superdimensionada por adversários deles a partir de comentários advindos de aliados dos dois tucanos.
Ao chegarem juntos e promoverem ações de corpo-a-corpo nas arenas do Verão Total evento de resultado positivo de visitação Cássio e Cícero deram respostas aos descrentes sem mesmo terem de falar sobre a primeira aparição deles em dupla afinada.
Na prática, significa dizer que não será desta vez ainda que os boatos vão se sobrepor à vida real porque, depois de terem passado a limpo a roupa suja existente, os dois praticam a máxima de que time que se ganha não se muda.
Benjamim: ainda calado
O ex-deputado federal Benjamim Maranhão já anunciado como futuro diretor de Projetos da Eletrobrás insiste em não querer falar demais para não gerar urucubaca ou tumulto no desfecho desse novo processo.
Mas, entre familiares, há consenso de que ele estará se mudando com família e tudo para o Rio de Janeiro, embora sem perder os vínculos com as famosas bases do interior, até porque ele decidiu ser candidato novamente à Câmara Federal.
O imbróglio maior agora é o futuro do Diretório do PMDB em João Pessoa.