A força de Salomão

O resultado desta segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral produzindo a absolvição do prefeito Salomão Gadelha, de Sousa, no último dos tantos processos produzidos contra ele, recentemente, é a prova cabal de que seus argumentos jurídicos em si foram superiores à onda contrária ao chefe do executivo sousense.

Nos bastidores, antes da votação desta segunda- feira, não eram poucos os que reproduziam o malogro no futuro de Salomão que, devagar e sempre, montou a desconstrução das acusações gerando até mesmo a nulidade do pedido de cassação da justiça eleitoral a partir de Sousa.

Na prática, a decisão do TRE reinsere Salomão no contexto da sucessão de Sousa, agora com mais gás para enfrentar seus adversários que, a exceção de João Estrela, poucos têm voto popular para fazer frente ao grupo Gadelha.

Agora ninguém lhe segura mais.

O estacionamento e o grande projeto da orla

Não foi idéia originalmente nossa, mas quem entende de João Pessoa e mora há anos entre o Sul do País/ Europa e Estados Unidos encaminhou à coluna uma série de comentários e idéias que, em parte comungo integralmente.

O primeiro assunto tratado foi a polêmica criada a partir de ação do Ministério Público Federal querendo tomar da administração do Hotel Tambaú o terreno ao lado destinado ao estacionamento para a construção no local de uma grande praça.

A intenção, que atrai a aprovação de todos de imediato, não pode ignorar questões legais e de mercado, mesmo diante do interesse coletivo porque a quebra do respeito jurídico é condição grave a produzir efeitos danosos às relações empresariais com a Prefeitura de João Pessoa, especialmente.

Claro que, em tese, todos se voltam à aprovação de que pudesse lá estar disponível uma área pública para uso coletivo, mas é que, como dizem de forma irrefutável os americanos, “no parking, no business”, isto é, sem estacionamento não há negócios.

Aliás, a grande maioria dos hotéis de beira-mar em João Pessoa enfrenta esse sério problema porque até mesmo parte das calçadas já foram tomadas por estacionamento adentro.

Logo, voltando ao Hotel Tambaú, o desejo legitimo da cidade e do ministério público se esbarra em acordos legais antigos e como tal devem ser levados em conta.

A outra idéia ‘maluca, bem – vinda’

Todos sabem, de cor e salteado, que a área de Tambaú/Cabo Branco há anos precisa de um grande equipamento para abrigar as manifestações populares em céu aberto ou não. Faz tem que essa é uma falta grande em nossa infraestrutura.

Pois bem, no final da Avenida Epitácio Pessoa – disse-me o amigo internacional com registros de ter ocupados grandes cargos na República – que, é o ambiente adequado para uma grande parceria entre a Prefeitura e o Banco do Brasil, ou CEF, etc, desde que preservando o “re$peito” honorário aos que acabam de comprar o imóvel podendo abrigar o maior e bem mais localizado equipamento de lazer e negócios de todo o Estado da Paraíba.

– Faz é preciso constituir um Projeto à altura dos investimentos, portanto, se soubessem fazer nessa perspectiva certamente que grandes investidores como o Banco do Brasil toparia ser o centro das atenções com direito a lugar bem organizado, estacionamento térreo, etc – disse-me o paraibano de vivência internacional.

Pelo sim, pelo não, o assunto ainda vai motivar outros comentários.

Última

“Eu sou a mosca na sopa/
O dente do tubarão…”

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