O jogo duro e perigoso à vista

Fato novo na conjuntura política da Paraíba. O conjunto dos secretários, adjuntos e principais assessores do Governo do Estado passa a conviver a partir desta segunda-feira com uma nova forma de posicionamento em relação ao Sistema Correio de Comunicação responsabilizado diretamente pelo governador Cássio Cunha Lima como principal adversário de sua pessoa e do que representa como chefe do executivo.

Cássio está convencido de que o seu inimigo principal não é o senador José Maranhão, pois o considera beneficiado diretamente pelos interesses comuns com o Sistema, portanto, eis aí a novidade, passa a tratar o empresário Roberto Cavalcanti no foco primeiro.

O entendimento do governador é baseado na seguinte lógica: não fosse a sistematicidade dos diversos veículos de comunicação do Sistema Correio reproduzindo ‘campanhas’ contra o Governo certamente que o senador Maranhão, nem a Oposição teriam a superexposição e influencia do momento.

Tem mais: o Sistema é responsabilizado ainda por interferir subliminarmente em pressões estratégicas levando diversos setores da sociedade a acatar seus interesses ou os interesses do PMDB. Cássio repete que por ser suplente de senador, o empresário Roberto Cavalcanti age com toda a carga para ver o senador Maranhão no Governo e, consequentemente, assumir a vaga no Senado.

Diante desta premissa, o governador não tergiversou em dizer, recentemente, durante encontro com todos os auxiliares que ninguém é obrigado a assumir a nova postura, mas quem ficar no governo precisará assumir publicamente e, principalmente, nas entrevistas com os veículos de comunicação a postura de exposição do Sistema Correio como responsável pela crise atual no Estado, até por se sentir perseguido em nível nunca visto.

A rigor, o novo cenário expõe a radicalidade extrema nas relações de um governo com um grupo de comunicação – mesmo não sendo a primeira vez na Paraíba, cujos personagens foram do mesmo conjunto político no passado recente, mas transformados de 2002 para cá nessa condição adversária exatamente quando os interesses passaram a se conflitar quando o empresário Roberto passou a compor a suplência do ex-governador Maranhão – daí em diante as relações passaram a azedar.

Não deixa de ser um contexto lamentável – extremamente lamentável, mas se configura como realidade à frente a ser acompanhada tomara que sem os extremos do conflito pessoal.

A esta altura do campeonato, não dá pra vislumbrar as conseqüências do azedamento das relações – agora com esse aguçamento verdadeiro – certamente que a projetar perdas, sobretudo para o Estado, dividido, e em clima de guerra.

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