E-mails se acumulam na caixa, no nosso endereço interativo, indagando por que não opinei ainda sobre o processo de escolha do novo desembargador do Estado, cuja lista tríplice extraída do entendimento particular dos magistrados do Tribunal de Justiça, está agora para definição do governador Cássio Cunha Lima. Não é o caso, pois o faço agora.
A relação do TJ reproduziu em tese o mesmo entendimento da categoria dos advogados apenas com uma mudança de posição na lista dos desembargadores. Desta feita foi o advogado Joás de Brito Filho quem encabeçou a preferência seguido dos bem avaliados operadores do Direito, Odon Bezerra e Caius Marcellus. Como se sabe, na lista da OAB em primeiro deu Odon.
O raciocínio lógico diante da realidade posta é que os três advogados deram demonstração de prestigio na categoria e na Corte maior do estado com cada um usando de seu próprio perfil.
Agora, com a escolha repassada ao crivo do governador Cássio é evidente que vários fatores vão pesar, a partir da biografia jurídica de cada um, o desempenho diante da categoria (eleição ) e a referência política.
Neste último caso, há sinais evidentes de que o senador Cícero Lucena age abertamente para influir em favor de Odon Bezerra, irmão do vereador e amigo Hervazio Bezerra, da mesma forma que outros agentes políticos se posicionam no lobbie pro Joas de Brito Pereira este, segundo conversas de bastidores, com relação de proximidade mais antiga com o governador daí ser tido como o mais cotado.
Odon Bezerra conta a seu favor com a liderança na lista dos advogados, embora tenha sido superado na formação da relação dos desembargadores exatamente por Joás.
No paralelo, Caius se reveste de surpresa positiva do processo com inegável trânsito e reconhecimento na classe e junto ao Tribunal, mas nos outros valores também considerados, especialmente o político, tende a perder força no final da escolha.
Pode ser que Cícero consiga emplacar Odon, mas a dados de hoje o nome com maior cotação é mesmo o de Joás de Brito Filho.

