A semana começa com um novo capítulo da crise entre setores do Governo e da Oposição na Paraíba. O motivo é a reunião da Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional atualmente em sistema de consulta em diversos Estados do País -, mas que, em nosso Estado os contornos internos terminaram afetando a normalidade dos trabalhos.
Expliquemos: publicamente, antes mesmo da reunião acontecer na próxima sexta-feira, há um conflito de informação gerado pela crise no quesito que diz respeito ao local do encontro, pois a Assembléia Legislativa fez veicular nota convidando a todos para a reunião em seus aposentos, enquanto a assessoria da Comissão Mista de comum acordo com o senador José Maranhão assegura que os trabalhos vão se realizar no auditório da FIEP, em João Pessoa.
Para o leigo, tanto faz ser num lugar como noutro em tese, o que não é verdade, porque nem o senador Maranhão quer debater o Orçamento na Assembléia Legislativa, hoje presidida pelo deputado estadual Artur Cunha Lima, como, na mesma proporção, se o encontro for na FIEP terá a ausência completa da base aliada do Governo.
Para entendimento ainda dos leigos, deva-se dizer que as reuniões da Comissão nos estados, a exemplo do que aconteceu neswta segunda-feira em Fortaleza têm sido realizadas nas Assembléias Legislativas.
Só que, na Paraíba, como a crise política em face do embate jurídico faz a Oposição não validar dialogo algum com setores do Governo, resultado vamos estar com uma reunião previamente prejudicada porque já nasce predisposta a não poder reunir todas as instâncias de representação política porque a crise, sobretudo com a radicalização do senador Maranhão, não permite dar guarida ao Governo e/ou aliados de Cássio.
O argumento do senador é de que não há estrutura e espaços adequados na Assembléia Legislativa do Estado condição essa questionada por diversos personagens da cena política porque esse mesmo espaço já serviu para inúmeras posses de Governadores, inclusive do próprio Maranhão.
Ninguém diz, ninguém assume, mas eis novo flagrante para expor nossa difícil condição de vida democrática abalada pela falta de diálogo entre nossas lideranças.
Em síntese, quem perde mais uma vez é a Paraíba velha de guerra diante de um tipo esse de guerra, que só nos prejudica.