As pouco mais de cinco horas em que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, passou em João Pessoa nesta quinta-feira diante da classe política, de lideranças do movimento social organizado, setor produtivo, jornalistas e populares pontuou algumas posições claras diante da conjuntura nacional, que o fez revigorado.
A mais importante realçada por ele disse respeito a algo altamente difícil de se fazer no cotidiano de aldeias como a da Paraiba, que é ser dirigente político e/ou administrativo com visão comprometida com resultados e convivência, independentemente das querelas políticas, ou seja, acima das diferenças partidárias.
Lula não combinou com ninguém, mas deixou extremamente claro que, sendo do PT não se recusa a apoiar altos investimentos com governos do PSDB citou nominalmente São Paulo, Minas Gerais, Rio grande do Sul e Paraíba. E falou com sinceridade, tanto que no discurso mencionou Cássio várias vezes, como pouco fez em relação a outros aliados, alguns até presentes na solenidade desta quinta-feira.
O presidente animado pela reação majoritária de apoio a sua performance no auditório superlotado do Paulo Pontes, deixou comprometido com vários compromissos. Mencionemos, em síntese, o que asseverou:
– Vai lutar sem cessar e se disse decidido à efetivação dos vários grandes projetos do governo para distribuição melhor de renda e de acesso popular á água, por exemplo, no caso da transposição do São Francisco;
– Pela primeira vez disse que acha natural que o PAC abrigue mais um ramal da Transnordestina reivindicada pelo governador Cássio no ato;
– Cobrou convite dos gestores públicos paraibanos, para que seja convidado para as inaugurações de obras do PAC, entre eles a conclusão da duplicação da BR-230 prevista para dezembro, segundo ele;
– Considera inadiáveis os altos investimentos com o Nordeste e o Norte, como forma de reparar as desigualdades regionais, mesmo com os senões e as posições contrárias de setores da elite sulista;
– Cobrou da classe política paraibana superação das diferenças e, no Congresso Nacional, que se comprometa mais e melhor com os grandes projetos do Nordeste.
Sem dúvidas, diante dos vários discursos feitos pelo governador Cássio, os prefeitos Ricardo Coutinho (João Pessoa) e Veneziano Vital (Campina Grande) e do arcebispo Dom Aldo Pagotto reivindicando a efetivação da Transposição, o presidente Lula deixou a Paraíba reconfortado com apoios fechados de todas as lideranças e, mais do que isso, do aceno popular de forma retumbante.
Lavou a alma do presidente.