É espetacular, sentimento de orgulho indescritível, ver jovens atletas brasileiros, oriundos de solo tabajara (paraibano) alcançar a supremacia em todo o Continente Americano à base do talento, da dedicação moldada a técnicas e metas.
Kaio Márcio, neste sábado de disputas no Panamericano, produziu orgulho exagerado a todos os brasileiros/paraibanos que acompanharam a competição dos 200 m borboleta. Antes Tiago Pereira tinha já havia produzido isso, mas como o que nos é mais próximo afeta mais, o caso de Kaio gerou emoção dobrada como nunca, da mesma forma que Aline Rosas nos produziu com a conquista da Medalha de Ouro no handebol.
Como Kaio Márcio, há ainda o desempenho de Ednanci no Judô outra figura de extraordinário valor , Aline (como disse, no handebol), assim como Pretinha, esta a competir na próxima semana.
Nos quatro casos, vemos histórias, modalidades e formações sociais diferentes mas com talentos muito acima da média nacional transformado-os em legenda para todo o tempo, toda a história do esporte amador no Brasil.
O fato que queremos chamar a atenção com o desempenho desses nossos atletas paraibanos da gema em meio a um cenário de alta disputa internacional é que eles têm diferenças, vivem em meio a um universo de alta competitividade, mas tudo se restringe ao universo da própria disputa.
Quando deixam a piscina, tatame, quadra ou pista de atletismo, eles passam a ser pessoas cultuadas, respeitadas, mas de vida comum, tratando a todos de forma natural, respeitosa, deixando nos ambientes de disputa o ranço e/ou a alta forma de competitividade.
É um exemplo importante que bem poderia ser assimilado pela classe política paraibana, por nossos lideres político-partidários, no trato das disputas e das relações coletivas quem sabe abstraindo o ranço no trato das relações pessoais.
Ninguém precisa anular-se nem abstrair seus ideais, mas já faz tempo precisamos cuidar das grandes lutas coletivas respeitando as diferenças, mas admitindo a convivência mínima quando se tratar de temas maiores em favor do coletivo.
É o que se demanda, por exemplo, na atual luta pela transposição de água do rio São Francisco. Trata-se de um desejo maior que não tem donos nem chefes no processo: todos, sem exceção, a partir do governador Cássio, do senador Maranhão, dos prefeitos Ricardo Coutinho, Veneziano Vital, Fátima Paulo, Larcus Odilon, Salomão Gadelhao, Naborzinho, Carlos Antonio, etc, precisam entender a lógica produzida no esporte e, enquanto é tempo, gerar o mínimo de ação comum em favor da transposição.
Sei que é utopia imaginar isso acontecer nesta fase atual, mas bem que o exemplo dos meninos e meninas no Panamericano poderia provocar uma reflexão com mudança de atitude por parte de quem devidamente.
Tudo em nome da civilidade e das conquistas coletivas tão necessárias.
Maranhão e o futuro do PMDB
Quem tem juízo sabe de cor: no PMDB quem manda mesmo é o senador José Maranhão e ponto final, ninguém nada mais discute. É uma soberania inquestionável mas, pensando bem, tudo tem a ver com a perspectiva de poder que, ultimamente, passou a se assanhar como perspectiva.
Expliquemos: desde que os processos no Tribunal Regional Eleitoral tiveram voto do Ministério Público Eleitoral pela cassação do governador Cássio Cunha Lima, que essa aura ainda nos planos da expectativa (apenas), fazendo o senador gerar uma musculaturaimaginária maior enquanto tamanho e/ou influência.
Tanto é assim que, se o resultado no TRE for favorável a Cássio, certamente que esse poderio maranhista passa a ser menor do tamanho de hoje, cuja possibilidade (de Cássio se manter no poder) não é levada em conta pelos aliados do senador só que existe, sim, como hipótese e/ou alternativa processual.
Mas, o fato é que até mesmo antigos adversários políticos do senador/PMDB, a exemplo do ex-vereador Fernando Milanez, ultimamente já se encontra inteiramente enturmados- coisas da dinâmica do poder na política. Só a perspectiva de poder fomenta isso, do contrário Maranhão enfrentaria a solidão dos que, como o ex-senador Ney Suassuna, se apresenta sem mandato nem influência alguma.
Abstraindo essa condição, não dá também para ignorar o domínio tático com que Maranhão tem adotado ao longo dos últimos 15 anos no PMDB.
Pragmático, excessivamente racional, o senador não se espanta com adversidades e nela tem construído formas seguras de manter o controle partidário, tanto que resolveu agora sair das amarras estruturais passando a ampliar ao máximo a extensão pemedebista em outros municípios.
Em conversa com o Colunista, Maranhão deixou claro que está agindo com muita dedicação para atingir todos os municípios do Estado, visto que hoje conta apenas com 89 diretórios muito aquém dos 223 municípios. E quer / vai influir em todas as cenas do futuro.
Em síntese, o senador vai buscar interferir ao maximo em todas as disputas municipais em 2008, embora seja plausível projetar que seu tamanho maior ou menor vai depender do resultado do TRE.
Se é assim, só há um caminho: aguardar.
Última
Foram me chamar/ eu estou aqui/
O que é que há…