PAC: Conquistas pela metade

O governador Cássio Cunha Lima deixou Brasília no meio da noite desta terça-feira comemorando a ampliação dos recursos do PAC na Paraíba atraindo cerca de R$ 173 milhões, afora outros R$ 89 milhões e R$ 82 milhões, respectivamente, para João Pessoa e Campina Grande.

É uma vitória? – claro que é e devemos comemorar tudo a nos servir de sustento, mas num exame comparativo com outras realidades regionais no Nordeste tais valores estão muito abaixo da necessidade, tanto em infra-estrutura quanto em outros investimentos do Governo Lula na Paraíba o que, não é demais, dizer que o Presidente ainda deve uma e/ou outras obras de vergonha ao nosso Estado, onde ele foi e tem sido majoritário no gosto popular.

Sair de R$ 30 milhões para R$ 173 milhões, claro que resulta em comemoração mas, não sei quando vai acontecer, estamos a dever a nós mesmo um estágio de relações políticas e humanas mais bem resolvido para que briguemos mais pelo coletivo do que reproduzamos as intermináveis birras insensatas, que tanto atraso nos traz.

Vou de novo ao âmago da questão: a indisposição de acordo comum em favor de lutas comuns entre os dois maiores lideres políticos do Estado, a partir de posição unilateral de distanciamento tomado pelo senador José Maranhão, certamente que geraria esse resultado aquém do que precisamos e podemos conquistar.

Justiça seja feita: Cássio até tentou uma ação comum , ultimamente, se dispôs mesmo a sentar com Maranhão, mas o resultado do encontro na Comissão de Orçamento foi pífio, não passou de notas da Imprensa – aliás um motivo a mais para o atual distanciamento do senador.

A rigor, o clima somente azedou muito mais, ultimamente, porque os dois processos em curso no Tribunal Eleitoral já na fase de julgamento geraram um clima de acirramento com a torcida dos maranhistas pela cassação, portanto, nada de diálogo com o governador.

Não é a melhor das estratégias, nem o melhor dos caminhos porque com a divisão estamos sem capacidade de pressão suficiente para tirar de Lula o que no Governo FHC, convenhamos, houve repasse de recursos em valores acima do agora narrado como motivo de festa.

Em síntese, enquanto há o que se comemorar, que se faça, mas estamos devendo a nós mesmo passos mais longos – do tamanho que o governador até imagina, mas a crise política não deixa.

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