É evidente que os fatos político-partidários do Estado nos interessa muito e geram interesse absoluto em muitas rodas e conversas, mesmo assim, antes que seja tarde, precisamos incorporar nesse grau de interesse as avaliações e projeções de fôlego sobre o futuro da Paraíba e de nossa gente.
Trocando em miúdos, como se diz na Torrelândia, crise política atrai interesse danado, mas as formas de construirmos nosso futuro interessa muito mais em determinados momentos.
Preâmbulo extenso assim serve apenas para atestar que, enfim, mesmo com todos os interesses voltados para as fofocas políticas, nesta quarta-feira, em João Pessoa, duas grandes palestras proferidas pelos economistas Tânia Barcelar e Sérgio Buarque apontando problemas e perspectivas para o Estado em nível extraordinário.
Ah! como faz falta esse debate chegar até a ponta, junto à pessoas dos mais diversos níveis sociais para gerar envolvimento e elevação na auto estima!
Falo (escrevo) sobre as duas palestras porque foram ( e são) o que tanto precisamos de discutir em alto nível tocando nos pontos básicos estruturantes de nossa economia enfocando todas as nossas possibilidades do litoral ao sertão levando em conta os grandes projetos em curso.
As avaliações dos renomados consultores revelaram com fartos gráficos e inúmeros quadros demonstrativos que, ao contrário do que tanto se alardeia, a Paraíba continua sendo foco de perspectiva e é, em termos atrativos, o 11º estado em nível nacional. Quando se insere o fator de segurança somos o 9º no País, segundo as estatísticas.
Mas, não me conformo apenas com esses dados superficiais frutos de altos estudos, muito menos levo em conta a escalada da violência se aproximar e nos assustar sempre.
Chama a atenção, no sentido macro, é a série de possibilidades que a Paraíba começa a desfrutar enquanto perspectiva sofrendo efeitos do alto crescimento de Pernambuco e Rio Grande do Nordeste, sem ignorar suas próprias feições conforme dizem os estudos.
Para não ser prolixo nem extensivo demais, fixo algumas ações/obras apontadas como fatores de efeito em nossa economia e vida social proximamente. Citam eles:
– A duplicação da BR-101, Conclusão da BR-230, Transposição em dois eixos no Estado, Plataforma petrolífera no litoral e Sousa, Prodetur, Projetos de Irrigação das várzeas de Sousa, Gasodutos, além das ações de turismo na Capital do Estado formulam como um todo forte impacto em nosso futuro desde já, sem contar, repito, com os efeitos da Transnordestina, Refinaria e Estaleiro de Pernambuco.
São ações como esta que, segundo os consultores, a Paraíba precisar brigar com mais competência para ampliar sua estrutura aeroportuária e portuária porque futuramente vão servir de reforço atrativos de investimentos por conta de Suape.
Alias, advertiram oportunamente, que a Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco precisam já agora tratar de planejamento comum visando abrigar estudos fazendo-nos entender e nos preparar para os efeitos da duplicação das BRs quando estiverem prontas.
As palestras seguidas de debates provocaram o sentimento de que as classes empresarial e política precisam, urgentemente, incorporar em seus cotidianos debates mais produtivos para a sociedade do que o rame-rame do ódio a cercar a discussão política no Estado.
Não se trata de abstrair a critica, absolutamente, mas priorizar nosso futuro construindo alternativas mais convincentes e indispensáveis.
Voltaremos ao assunto.