O debate sobre a TV Educativa

Em pleno domingo de intensas chuvas e de tarde futebolística, o portal WSCOM Online trouxe uma notícia que, desde quando publicada, tem gerado muito ‘disse – me – disse’. Segundo a informação, a Fundação ‘Solidariedade’, sob comando do Sistema Correio de Comunicação, formalizou proposta para que a UFPB decline do canal educativo, cujo processo está atualmente no Ministério das Comunicações.

Embora sob contestação inicial do superintendente Alexandre Jubert de que não havia nada formalizado, a rigor existe sim o documento propondo a recusa pela UFPB, aliás, tal documento há semanas está no Departamento de Comunicação para se pronunciar e dar mais subsídios ao reitor Rômulo Polari a quem caberá anunciar o veredicto final.

Antes de mais nada, é preciso ser dito que em tese não há nada de sobrenatural na propositura da Fundação, sobretudo, quando foca o argumento de que a UFPB não tem como bancar 24 horas de programação, além do mais o Sistema Correio admite assumir o custeio da TV.

Só que, levando em conta a atual conjuntura e o processo histórico de lutas da UFPB na busca de construir seu próprio meio de interação com a sociedade interna e externa, além do mais tomando por base o fato do Governo Federal estar decidido a investir na TV Pública, inclusive nas Educativas, a proposta do Correio, mesmo não sendo absurda enfrenta diversas adversidades, além das elencadas aqui.

A questão não é tão simples assim.

Todos sabem que nos anos 80, a UFPB perdeu sem justificativa até hoje, o comando e exploração de Rádio e TV Educativa, hoje transformada em TV Miramar , gerando desfalque enorme ao contexto e patrimônio da instituição e, mais do que isso, impediu que inúmeras gerações de estudantes da instituição tivessem acesso aos veículos indispensáveis no processo de contato e formação profissional.

É dentro desse contexto que o debate interno esquentou com a revelação da noticia, até então só de conhecimento de alguns poucos.

O reitor Rômulo Polari, em principio, ainda não se manifestou oficialmente, mas mandou para o Decom a provocação da Fundação Solidariedade visando, previamente, conhecer a posição dos professores de comunicação.

Mesmo assim, há contestação no Decom e fora dele – na UFPB como um todo, tanto que o diretor do CCHLA, Lúcio Flávio – nome lembrado para a sucessão na universidade no próximo ano, já disse que não concorda com a condição da UFPB declinar do Canal Educativo por vários fatores e condições.

Como ele (Lúcio), outros professores embarcam na recusa da proposta sob argumento de que, “quando chega o momento de se ter a possibilidade real de construir seu próprio canal de rádio e TV reparando erros anteriores, declinar desses instrumentos é estar contra a própria instituição”, argumentam, acrescentando “logo agora quando o Governo Federal se manifesta decidido a apoiar as TVs Educativas, inclusive as de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia, por que se negar a compor o novo panorama das TVs públicas brasileiras? ”.

Bom, com a palavra as diversas instâncias representativas da UFPB.

Parecer com exclusividade

A Coluna, contudo, conseguiu chegar à informação de que o professor Saint Clair proferiu parecer interno no Decom sugerindo que a UFPB se mantenha no processo buscando conquistar o canal e – a novidade – não tendo condições de explorar possa abrir diálogo e entendimentos com a iniciativa privada.

O processo, contudo, está com o professor Derval Golzio, que pediu vistas para levantar outros questionamentos.

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“Sem você minha felicidade/
Morreria de tanto penar…”

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