Tem uma canção antiga de Fernando Mendes, ídolo ressuscitado por Caetano Veloso, aliás muito apreciada por Genival Paiva, Milton Nóbrega, Martinho Moreira Franco e eu, que diz assim: Não adianta ir à igreja rezar e fazer tudo errado.
Vai mais além (a cantiga) numa outra estrofe: Você quer ver as coisas de frente/ olhando de lado, como a dizer que o dito cujo anda sem moral, pelo assim dizer também do meu amigo de adolescência José Benedito (Chuinha), nas tertúlias depois das peladas no Conjunto Castelo Branco.
Teorizei propositadamente em cima do brega/chique de Fernando Mendes para dizer o mesmo que na Bíblia muitos já professaram com maior sabedoria diante dos fiéis muitos deles de cabeça baixa na predileção da Semana Santa, mas que não põem em prática as juras secretas a Deus na maior parte do tempo.
Também na política não são poucos os que usam e abusam da palavra de Deus em vão. Chegam ao descaramento, alguns deles, de exagerar nas referências ao bom Deus para enganar os bestas, melhor dizendo, os sectários da religião.
Não acho que todos enganam, mas o uso abusivo das palavras do Senhor, só lembrando a sabedoria do médico doutor José Gomes, tem sido uma constante nos últimos tempos com candidatos e políticos sem nenhuma cerimônia quando da exposição exagerada da fé em Deus.
Será mesmo que para ser devoto precisa misturar fé e política ou uma coisa não tem nada a ver com a outra, apesar dos exageros tão freqüentes nos diálogos públicos?
Independentemente de qualquer coisa, a Semana Santa arrefece a intriga e gera clima mais fraterno diante da lembrança do martírio de Jesus, não mais dolorido do que os de tantas famílias pobres em nosso redor e ao redor do mundo.
Por isso a Igreja não pode assumir-se elitizada apenas, como a ignorar a grande leva de féis, desguarnecidos de condições para o mínimo de vida decente, porque quando a palavra do político não se transforma em verdade é a fé e a palavra divina quem conforta nos momentos de sofridão.
Por isso, quando olhar ao lado e ver algum político exagerando na conta em ele não sendo de fato coerente no que diz e faz basta pegar um CD qualquer mais próximo e ouvir Fernando Mendes para concluir que se rezou tem de fazer a coisa certa.
Do contrário fique em casa, que é muito melhor.
Lugar conhecido
O governador Cássio Cunha Lima desfez o mistério desnecessário. Está em Porto Alegre com a família passando a Semana Santa.
Foi longe para refletir também sobre vida e política duas coisas importantes, sempre a exigir coerência.
Célia Domiciano
Quando iniciei no jornalismo político vindo do esporte e da cultura foram as pessoas que encontrei no caminho a base do sustento para chegar onde hoje cheguei. Uma dessas figuras especiais tem o nome de Célia Domiciano, guerreira e capaz como poucas.
Era tempo de Constituinte e ela era o braço direito do então deputado federal João da Mata.
Pois bem, o tempo passa ela ainda trabalha para Domiciano e Sara Cabral, bem como, recentemente, na campanha de reeleição de Cássio, à quem ele (o governador) nominou-a no ultimo discurso em Baueyx.
Pois bem, ontem, fiquei sabendo que Célia está fora das assessorias do governo injustiça esse que precisa ser corrigida em tempo, antes de que gere conceito ruim de não mais valer a pena brigar por político.
Fico imaginando que o governador não tem conhecimento dessa desfeita.
Última
Eu quero ter um quintal sem muro…