Folia: realidade, (des)prestigio e ameaça

O anúncio pela Eletrobrás de aporte financeiro para o bloco Muriçocas do Miramar consolida realidade prevista lá atrás a partir da divisão do Folia de Rua significando na atualidade contra-senso levando o maior bloco à euforia e o Projeto Folia de Rua a grave crise – fruto da divisão agora consumando duas realidades distintas.

A realidade mostra a contradição: uma, por mérito da capacidade gerencial do bloco e a influência política de Fuba; e, outra, na condição inversa, mostra o Folia de Rua fraco, sem apoio oficial (nem do Governo nem da Prefeitura) fadado agora a alguns mil reais que o prefeito Ricardo Coutinho começa a amealhar entregando diretamente os benefícios ( orquestra, trio, palco, etc) aos blocos enfraquecendo mais ainda a gestão Lis Albuquerque.

Antes que a intriga se espalhe, ratifico e renovo: a decisão da Eletrobrás, através de Aracilba Rocha e Ney Suassuna, mostra articulação positiva do Muriçocas, ao mesmo tempo que revela ignorância dos investidores quanto à importância do Folia de Rua como um todo – que agrega mais blocos do que o Muriçocas – sem ignorar a importância do maior bloco, já não mais do Folia de Rua.

A realidade posta, dura demais, reflete ainda um descompasso nas relações entre o presidente Lis e as representações de Governo e/ou empresariais, mesmo sendo justo reconhecer que o atual dirigente enviou para todas as representações propostas de participação financeira e até agora nada.

No paralelo, a associação chegou a aprovar o projeto na Lei Rouanet – mas, mesmo com esforços junto ao próprio Ney Suassuna buscando somar esforços em favor também da folia – até hoje nenhuma resposta positiva foi dada pelo parlamentar, senão um aceno de esforço também junto à Eletrobrás.

A verdade é que a Cultura de divisão política na Paraíba, que afeta todos os setores e atrasa nosso crescimento, mostra mais uma vez na realidade atual do carnaval, isto é, o quanto não sabemos conviver harmoniosamente trabalhando projetos de forma parceira para engrandecer a todos, até levando em conta a proporcionalidade de quem é quem.

Da parte do Governo, sequer o projeto foi aprovado no FIC – com enfrentamento de argumentos, de um lado a parte oficial dizendo que Lis não prestou contas, do outro o presidente dizendo ter documentos afirmando que sim – em meio a poucos dias da Folia de Rua, que como qualquer pierrot mal tratado não sabe aonde vai chegar.

Faltando poucos dias, repito, que vai cuidar da folia, triste, descendo a ladeira sem força para subir?

Contradição: ao lado, Recife e Olinda se preparam para comemorar os Cem anos do Frevo investindo R$ 100 milhões.

Causas e feitos

Enquanto é tempo, Lis Albuquerque precisa urgentemente modificar a cultura administrativa de trabalhar sozinho, antes que um mal maior organizacional transforme a realidade em caos, bem como de apoio de todos para ajudá-lo nessa fase critica.

Lis é dedicado, demonstra clara e irrefutável condição de honestidade, mas precisa de reforço administrativo e político.

Última

“Não vai dar/ não vai dar não/
Você vai ver a grande confusão…”

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