São Paulo – Nada melhor, quando se pode, do que o intercâmbio de informação para gerar conhecimento difusor de boas novas, isto é, novos procedimentos no trato das questões particulares, empresariais e até mesmo públicas.
De forma contida, mesmo assim depuro muitos dados que possam contribuir com valores coletivos isso quando estou diante de reflexões, por exemplo, acerca de duas dificuldades existentes no contexto da Cultura paraibana, que são a exclusão de recursos públicos do Governo do Estado para o Projeto Folia de Rua e o Maior São João do Mundo.
O argumento central parte de um conjunto de medidas tratadas como Choque de Gestão ofertadas pelo governador Cássio Cunha Lima na condição de única forma capaz de manter a expectativa da máquina do Governo, além do argumento de que os cofres do Estado não têm condições de bancar os centenas de Eventos espalhados nos diversos municipios.
Não há, em princípio, que discorde de medidas saneadoras nesse nível, embora seja fundamental separar o Joio do Trigo e não ignorar processos que foram criados, muitos deles pelo estimulo dado pelo atual governador.
Tudo bem que os tempos são outros, mas há exceção no caso.
O Folia de Rua e o Maior São João do Mundo se enquadram nessa condição porque não formulam interesse privado, de lucro especialmente como se dá na Micarande e outros eventos fora de época nos diversos municípios, ao contrário, servem de instrumento cultural denso, reconhecido e gerador inovoluntariamente ou não de ocupação de trabalho e geração de renda de milhares de pessoas.
Situações como essas, onde ainda pontificam a identidade cultural paraibana própria como poucos têm, precisam ser tratadas como cases diferenciados pelo Governo do Estado leia-se o governador Cássio Cunha Lima.
Mas, como isso pode acontecer ? indagaria algum desatento. Ah, são várias as formas, mas uma atende rapidamente ao contexto exposto agora, como é o caso da isenção de impostos, através do ICMS como já foi aplicado em vários momentos como um fator importante que é o Governo nem precisar utilizar dinheiro próprio. A Telemar, Lojas Maia, etc são exemplo que podem ser retomados, desde que haja decisão política.
Diga-se de passagem, ainda, que afora as medidas concretas neste sentido liberatório, tem-se como premissa básica que os gestores desses eventos estejam com suas situações jurídico contábeis devidamente bem resolvidas posto que é dever de todos.
Com a palavra, o Governo do Estado.