O predomínio da cultura cristã nesta fase especial do ano é condição singela para que possamos refletir melhor sobre o que somos, o que queremos e ainda o que pretendemos fazer daqui em diante, além de perseguir a felicidade enquanto objetivo só alcançado por vezes, salteadamente.
Tem quem veja na data apenas uma forma plena de exaltação ao consumismo desenfreado aspecto também a envolver o Natal de pobres e ricos.
Pena que a reflexão em muitos casos não passe de intenção distante na reformulação de métodos e posturas. Em todos os níveis identificamos essa condição irrealizável ou incompleta como queiram.
Mesmo assim, ainda é tempo de mergulhar em si mesmo, quando menos lembrando a frase do poeta que diz: eu/ caçador de mim assim mesmo quem sabe formulando constatações indispensáveis para que corrijamos o que for necessário.
Ninguém é infalível, portanto, todos estão a merecer como presente a auto avaliação de como proceder melhor para si e para o mundo, sobretudo nas relações humanas.
Falo (escrevo) assim porque, despretensiosamente, invoco todos os filhos de pais vivos de carne e osso para que, no mínimo, abasteçam seus corações de melhor trato afetivo com quem os pôs no mundo, pois é dor doída demais olhar ao lado e não ver a razão e inicio de sua vida.
Comungo com a condição ímpar, mas humana, de quem convive com a dor da ausência de meus queridos pais Maria Júlia e Antonio Cândido esteios de vida, cujas ausências implacavelmente nunca conseguiram deixar de existir no juízo, no sentimento real, pela falta do apoio, do colo e da solidariedade sem fim em todos os momentos.
É com essa autoridade dolorida que imploramos aos que dispõem dessa condição em vida, para que não desperdicem um único momento na reprodução do afeto dessas gentes tão especiais, cuja importância se dá em maior dimensão exatamente quando não estão fisicamente perto de nós.
Aos governantes de nossa gente, acho que interpreto o sentimento coletivo ao sugerir reflexão profunda sobre seus atos, suas posturas, quem sabe podendo (re)construir formas mais serenas e proativas para produzir ações longe do ódio, muito perto de realizações solidárias em favor do coletivo.
Refiro-me diretamente ao governador Cássio Cunha Lima, o senador José Maranhão e lideres administrativos interpretados em Ricardo Coutinho e Veneziano Vital isso restringindo-me apenas ao aspecto executivo e de Oposição, posto que a Paraíba está a merecer uma forma de entendimento mínimo na operação das futuras políticas.
Cássio, por exemplo, já estendeu a mão, RC diz querer saber a forma do pacto, agora falta Maranhão se dispor à convivência civilizada na construção de 2007 de resultados em favor de todos.
Quem se negará à paz possível?
Recuperação
O ex-secretário da Casa Civil, Ivandro Cunha Lima, recupera-se bem de recente cirurgia cardíaca para desobstrução de artérias, quando de exame produzido em São Paulo.
A torcida familiar e amiga é extensa e exitosa.
Folia de Rua
Governos do estado e municipal em João Pessoa começam a ser chamados a participar de forma bem resolvida no apoiamento à versão 2007 do Folia de Rua.
O Estado já disse que não mais apoiará eventos, entretanto, como o Folia é cultura manifestada de forma diferenciada dos caça-niqueis a expectativa é de que se encontre método de reforço.
Do lado da prefeitura, que não aprovou o projeto do Folia no Fundo Municipal, a esperança é de que Ricardo Coutinho produza a superação do problema e contribua com esse patrimônio da cultural paraibana.
Última
Quem quiser ter um amigo/
Que me dê a mão…