O carnaval, o tutu e o atraso

Brasília – O exercício continuado de percorrer os nove estados do Nordeste em busca de redescobrir e/ou potencializar os valores de nossa gente – isso sem contar com o trivial da exposição das coisas ruins de nossa terra – volta e meia me faz entristecer com a perda de tempo que alguns de nossos debates paraibanos ensejam.

É que, ao invés de se fomentar a discussão em cima de teses impessoais, ultimamente a cantilena produz uma ‘lavagem de roupa’sem igual mostrando um monte de barrigudos metidos a donos de verdades, onde ninguém é proprietário de verdade nenhuma.

Dito isso, a tristeza se expande quando vejo se aproximar o carnaval na cidade de João Pessoa e as duas principais manifestações culturais – o Folia de Rua e o Carnaval Tradição – parecem fadadas a enfrentar novas turbulências ainda por conta da auto sustentação.

Não vou abordar agora o Carnaval mais antigo, o tradicional, posto que o resultado das análises da Funjope para a utilização de recursos públicos advindos do Fundo Municipal de Cultura ainda está para acontecer nesta quarta-feira.

Acho até que, pelos valores apresentados estarem em patamares insignificantes ( R$ 50 mil ) – o foco seja mesmo, no futuro, identificar outros apoiamentos para alavancar a tradição carnavalesca tão decantada pelo prefeito Ricardo Coutinho.

Antes de entrar na questão do Folia de Rua (permitam-me), dá gosto ver Recife e Olinda se preparando para um 2007 de arrepiar com pluralidade e muita grana atraída em organismos públicos e muitas empresas privadas. Podem anotar: o centenário do Frevo vai estourar a capital pernambucana e as ladeiras de Olinda com muita folia e multidão.

Em dois outros Pólos – nem ainda vou entrar em Salvador, onde “o cancao pia” quando se aproxima o carnaval – Aracaju já se movimenta para reproduzir aos quatro cantos que fará “a maior prévia carnavalesca do Pais”- a tal Pré-caju. No outro lado do Nordeste, a turma do boi em São Luiz também não se intimida com a transição de governo e promete arrasar.

Por absoluto reconhecimento geral, a Bahia em si não se contém de festa e muito dinheiro aquecendo a economia soteropolitana.

Pois bem, em João Pessoa, os primeiros ensaios e/ou declarações do presidente do Folia de Rua, Lis Albuquerque, bem como do presidente da Funjope, Lau Siqueira – dois produtores honestos mas com visão turva – mostram que estamos na contra-mão de tudo que acontece noutros lugares.

Ao invés da construção de harmonia e reforço de ações, brigamos por merreca – titica de galinha, como dizem os meninos da Torrelândia – às vésperas de um evento que se consolidou como Maior Prévia e hoje se confunde como Maior Confusão do país.

Ora, cada um precisa cumprir seu papel, ou seja, a Associação Folia de Rua gerando a formatação de uma versão carnavalesca organizada, sempre em busca da auto sustentação, mas tendo harmonia com os vários atores, especialmente a Prefeitura, da mesma forma que a edilidade precisa exorcizar valores demoníacos de impedir a convivência pacifica e a contribuição real ao projeto com Tutu alto, até porque a história do prefeito Ricardo ratifica essa expectativa.

Por isso, a intriga mantida entre os dois produtores expressa a constatação de que, ou mudamos urgentemente esse moído infrutífero ou, mais uma vez, desperdiçaremos a oportunidade de sermos grandes – condição essa que há tempo não somos.

Quando voltar dos EUA, o prefeito RC tem essa incumbência de gerar a superação das frustrações localizadas em nome do crescimento coletivo. O Projeto Folia, o Carnaval, a Prefeitura e a sociedade bem que merecem fugir dessa pequenez atrasada e infame.

Quintas convocado

O governador Cássio deixou escapar ontem que vai convocar o deputado estadual Francisco de Assis Quintans para a Secretaria da Agricultura.

Com esse gesto, ele apenas confirma o que prometera no silencia, isto é, a convocação do suplente Biu Fernandes.

Animado

O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, disse ao Colunista direto dos Estados Unidos, que espera avançar os entendimentos mútuos com os americanos buscando unir educação e cidadania.

Como diz bem sua formação política, o trato de questões de negócios – algo comum na agenda dos americanos – só se dará no decorrer da agenda em solo dos EUA.

Véspera no Sebrae

Nesta terça-feira antecedente da eleição no Sebrae da Paraíba ainda continua na estaca zero o processo de entendimentos entre as duas chapas inscritas – ambas lideradas por Julio Rafael e Natanel Rorh, respectivamente.

Há controvérsias sobre o que pode acontecer hoje, mas que tem gente querendo composição – disso não tenham dúvidas.

Mas há também quem queira o voto a voto.

Última

“Ei/ você ai/
Me dá um dinheiro/ aí…”

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