A reeleição de Polari

É uma questão apenas de dias: logo, logo a Universidade Federal da Paraíba estará se deparando com uma nova etapa do processo político – sucessório na Reitoria. Desta feita, como já se tem como certa, a eleição terá o atual Reitor, Rômulo Polari, na condição de candidato à renovação do mandato.

O artifício da reeleição carrega consigo, como argumento, a tese de que quem está produzindo um trabalho positivo merece a chance de elastecer o tempo com novo mandato, até porque essa chancela será dada pelo voto direto das comunidades envolvidas na questão.

Teses à parte, imaginar o processo tendo Polari como candidato significa dizer que diversas intenções em curso, melhor dizendo, diversas pré-candidaturas intencionadas certamente deixarão de existir. Por uma razão simples: muitos dos pré-candidatos já tomaram a decisão de adiar o intento porque seguem no apoio ao atual Reitor.

Isso não significa dizer que tal pretensão legitima de Rômulo Polari vá inibir outras vontades políticas de quem não comunga com seu be-a-b-abá político-ideológico, portanto, não será nada demais identificar mais na frente algum nome interessado em disputar o cargo de Reitor com o atual Magnífico.

Só que, mesmo distante e aparentemente precipitado no que vou dizer, mas sustento e projeto com poucas chances de vingar todas as postulações de Oposição a Polari. Mais do que intuição são os números da gestão e o desenho político da UFPB que atestam isso.

A dados de hoje, a gestão Polari se credencia pela reconfiguração positiva estabelecida pela conjuntura fazendo-o lembrar, embora sem a fartura de recursos, o tempo do reitorado Linaldo Cavalcanti com registro de expansão da Universidade, como se dá de agora em diante, sobretudo com o compromisso do Governo Lula de criar um Campus em todas as cidades pólos ( Guarabira, Monteiro, Catolé do Rocha, Mamanguape, etc).

Ventos novos ou rejuvenescedores sopram em torno da UFPB, mesmo perdendo a força acadêmica e estrategica de Campina Grande (UFCG) tempos atrás com o desmembramento. Pelo menos é isso o que se intui de fora para dentro.

Além do mais, a configuração política interna estabelecida por Polari aparenta um cenário de coalizão bem resolvido, tanto que está estancando diversas pretensões localizadas, não só no âmbito do núcleo base dos professores, mas também dos funcionários e alunos.

A UFPB está num céu de brigadeiro? – indagará algum desavisado ou desatento – e, sem receio de falar sem amarras, diremos que não, posto que dificuldades também existem para Rômulo cumprir com tantas promessas feitas, mesmo assim o saldo aparente é de positividade em favor da sua gestão.

Por isso ( e outras cositas mais) ele deverá ser reeleito, sem problemas. Quem viver, verá.

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