Dezembro traz consigo o fechamento de um mês exato da nova assunção do ex-deputado estadual Gervasio Maia à frente da costura política do Governo Ricardo Coutinho. É este fator temporal que faz sentido à pergunta/titulo, hoje motivando comentários diferentes.
São poucos dias, tudo bem, mas já dá para sentir o tom e os efeitos dessa gestão política. Em dois momentos / teste, recentemente, o Governo acabou aprovando reforma mesmo com emendas, da mesma forma que suplementação de recursos, sem os quais estaria engessado na reta final do ano.
É preciso ser dito com todas as letras que o Governo Ricardo precisou negociar emendas, pois do contrario não chegaria à aprovação mas, na prática, o que vale mesmo é o resultado final: a aprovação.
Mas, ao que parece, a presença de Gervásio nessa nova missão não se restringe apenas a encaminhamentos pontuais, a exemplo das votações de matérias na Câmara Municipal. O elemento mais forte no contexto está no resgate da palavra na relação entre Executivo e Legislativo, cuja relação tem colecionado um monte de desafetos e crises.
Ultimamente, dizem vários vereadores, a batida do bombo mudou. Gervásio tem mantido contatos com vereadores em grupos pequenos sempre procurando entender cada aspiração particular para costurar com RC uma alternativa de relacionamento político saudável.
O fato é que tem funcionado o processo de interlocução conduzido por Gervásio, tanto que até ele próprio diz estar reconhecendo muitas dificuldades à frente, mas reproduzindo resultados inimaginados em tão pouco tempo. Tanto é assim que já considera possível chegar à composição da Mesa Diretora em favor do prefeito Ricardo Coutinho.
Se vai dar prumo positivo até o fim do processo de eleição na Câmara, isso só o tempo dirá, entretanto, faz sentido admitir que há um encaminhamento profissional no contexto exigindo resposta sem meias verdades.
Não é à toa que ele conduz o gen de João Agripino, rigoroso ex-governador do Estado.