Registramos e, na sequência, publicamos e-mail do zelo ex-deputado Simão Almeida defendendo ardorosamente o prefeito Ricardo Coutinho, de João Pessoa, em face de análise critica produzida neste espaço por intolerância registrada em atos do chefe do executivo – a partir de confissão de diversos auxiliares seus.
A Coluna mantém o alto grau de respeito a Simão e ao prefeito, mas ratifica que as queixas existem de montão.
Vamos a Simão: “Caríssimo Walter Santos:
Você e sua tese única: “RC: A necessidade da Tolerância (de 1º de maio deste ano): “um certo ar de arrogância oficial”; “o mesmo cabeça dura”. E agora
“ONDE RICARDO PECA”: “Ricardo Coutinho conduz uma contradição de trato porque diferentemente do democrata forjado na luta, no exercício do poder tem sido intolerante…”.
(Até a foto é a mesma de maio; tenha dó).
Não existe intolerância, Walter. Nem há seis meses atrás, nem agora. O que Ricardo Coutinho pratica cotidianamente é esta coisa rara na política, chamada COERÊNCIA. Ricardo, como pouquíssimos políticos paraibanos corporificou – sem exageros podemos dizer que introgetou na alma – a
Concepção Republicana. A ‘res publica’, a coisa pública.
O primado do coletivo. Ricardo Coutinho prefeito é isso. E o povo de nossa capital, nós paraibanos e paraibanas e todos brasileiros e brasileiras devemos, pelos menos suspirar: até que enfim surgiu algo efetivamente novo.
Esta concepção republicana se manifestou na formação de um governo de verdadeira coalização política. Um governo heterogêneo sob direção única. Democrático na sua composição e unitário na sua direção e execução. Nem Lula
conseguiu isso no seu governo. Não passou de um governo petista com alguns agregados, inclusive nós do PCdoB.
Por tudo isso, companheiro velho, os votos de Barreto e Walter Galvão nada têm de inusitado. São manifestações de diversidade dentro da unidade. O que Roseana disse não foi desabafo. Foi manifestação de opinião autônoma e democrática.
Governo democrático é assim, Walter. A liberdade é respeitada, ao mesmo tempo que a unidade de decisões e ação é compromisso unânime de todos aqueles que fazem o governo. De Ricardo, de Barreto, de Walter e de Roseana.
As vezes é difícel compreender. Mas é assim mesmo. As novidades não são automaticamente assimiladas e aceitas. Galileu que o diga.
Um fraternal abraço
SIMÃO ALMEIDA
A Propósito, Simão Almeida recebeu outras considerações
Meu caro Simão,
Obrigado pelas observações, que valorizam cada vez o pensamento indispensável do contraditório.
Ainda bem que, zeloso, vc não adentra a uma única observação minha que afete a honra e a condição transformadora de RC, tanto que me faz um admirador do seu trabalho.
Mas, se vc invoca a história, certos ranços do século passado parecem ainda perdurar, mesmo sob outra capa e forma de fazer político. Sugiro que converse mais com seus colegas de secretariado e de aliança (sobretudo esses últimos), porque são eles, com poucas exceções, quem insistem em condenar o ‘martelo’ na cabeça de quem discorda de alguma coisa.
Aliás, dizem eles, aí de quem discordar – numa alusão bem diferente do que vc expõe e defende como forma única.
Quanto ao zelo de RC com a coisa pública, concordo que seja um dos poucos a conduzir-se apegado à essência da ‘res publica’ – o que o distingue mesmo sendo obrigação de todos.
No mais, estimado Simão, avive e colecione melhor os fatos – desde Severino Paiva quando ele (RC) mandou-o tomar anti-distonico (lexotan) antes do rompimento, forma essa que fez perder o ex-auxiliar. Pelo menos é o que dizem outros colegas seus.,
Veja mais Nadja Palitot, não esqueça das turbulências de Benilton, do próprio Luciano Cartaxo (mesmo quando lider), sobretudo dos que não têm aptidão para o sofrimento por isso se calam publicamente.
Em síntese, nunca discuti a honestidade de RC, mas creio ser pertinente debater sua performance pública, enquanto gestor, até porque ainda perdura a democracia tao sonhada e de tantas lutas.
Inté,
ws