E se der Maranhão?

Tempos atrás, quando a arrogância de aliados do senador José Maranhão não admitia nada além de uma vitória acachapante dele sobre o governador Cássio Cunha Lima – que não aconteceu, todos viram – a Coluna teve o bom senso de contrapor essa falta de humildade e realismo indagando à época( E se der Cássio?) no inverso do que faço agora.

É esse exercício inaceitável para os cassistas, que precisamos expor para compreender tantas nuances – algumas até de correção diante do perigo para o agrupamento do atual governador, que é ver Maranhão e trupe reentronando no Palácio da Redenção.

Seria, como Badê costuma dizer na Praça São Gonçalo (Torre), um baque com estrondo sem fim para muita gente nesse estado, a começar pelo jovem e operoso governador.

De cara, sem mais ter nenhuma das grandes prefeituras sob seu comando, essa realidade reproduziria a cena da ultrapassagem no deserto com direito a muitos insultos e o ‘troco’ dado, em alguns casos, como se dá no lombo do boi.

Ninguém assume essa condição dura, até violenta, mas não há a menor dúvida de que Maranhão passaria “a palheta”, ou seja, colocaria para fora dos cargos comissionados todos os que, por inspiração da natureza ou do apoio político, um dia pensou em adotar o verde como forma de representar a vida.

A burocracia de João Pessoa, Campina, Patos, etc somada ao do Governo passaria a ser o “rolo compressor” contra as futuras aspirações nas eleições municipais, posto que, quando o governo opera bem e tem aprovação popular, dificilmente se perde uma peleja seja qual for, a não ser por acidente de percurso.

Ter Maranhão no poder seria o desgosto maior que Ronaldo Cunha Lima jamais gostaria ou poderia admitir de bom grado porque, entre outras coisas, serviria para lhe impor e fazer-se respeitado quem ele não aceita – imagine diante de uma suposta ‘pisa’ eleitoral dada no maior dos seus amores políticos, Cássio.

Guardadas as proporções, estaríamos diante da revoada dos perrepistas para inserção dos liberais – “doidos” para dar uma vassourada geral nos adeptos e simpatizes de Cássio.

Sim, quanto à Paraíba em si, certamente que Maranhão se voltaria para tentar repetir sua façanha do governo passado, mas, agora, sem dinheiro da Saelpa, Paraiban, etc certamente que o suor seria dobrado levando-o ao esforço máximo para tentar fazer o que poucos conseguem, isto é, se repetir com sucesso no novo mandato.

Pelo sim, pelo não, o ‘exercício’ de agora, que destrói tantos corações, certamente que pode, no mínimo, fazer muita gente sair do ar condicionado e tentar evitar essa ‘reentrè maranhista’.

Volto a repetir: isso

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