Na atual fase de rearrumação de estratégias, equipes e estruturas já é possível enxergar movimentos expressivos das duas campanhas ao Governo do Estado capitaneadas pelos candidatos Cássio Cunha Lima e o José Maranhão ambos já em campo em busca de votos.
Nesse cenário de intensa disputa, creio ser pertinente analisar um aspecto de difícil trato, que é o relacionamento e/ou postura que os veículos de comunicação têm no contexto, sobretudo, pela influência que as duas principais candidaturas exercem sobre os principais conglomerados levando-os ao engajamento explícito.
Entendamos: no segundo turno há elementos novos em curso. Um deles, de relevância, flagra o envolvimento diferenciado do empresário/senador Roberto Cavalcanti na campanha do senador Maranhão, algo considerado óbvio, mas anteriormente nem tanto porque, no primeiro turno, isso não se deu como se efetiva agora.
Tocado pela energia rejuvenescedora advinda do tapete azul do Senado, Roberto quer ali continuar, portanto, para isso acontecer precisa ver Maranhão eleito governador. Só há essa hipótese dele se manter na Câmara Alta.
Dentro dessa lógica, a campanha de Oposição tem a participação co-adjuvante de atores testados e competentes, como se dá com o superintendente do Correio, Alexandre Jubert, um dos mais influentes personagens executivos na formatação das estratégias e estruturas.
Impressiona a habilidade dos dois, tanto que, mesmo agindo dessa forma explícita, o esquema do governador Cássio prefere manter a harmonia e tolerância de convivência a gerar como se deu nos dois primeiros anos de Governo uma relação de ódio/vindita, que quase fulmina o mandato do atual governador.
Mas, desta feita, no curso do segundo turno, a exposição das teses pró-Maranhão já ganham mais destaque no Jornal Correio, da mesma forma que problemas do governo/governador tendem a se expor também nas edições, mesmo que, justiça seja feita, o veiculo tem abrigado o acompanhamento da campanha de Cássio.
Nos últimos tempos, podem anotar, RC tem sido um gigante na elaboração dos caminhos que resultem em fôlego e possibilidade real de vitória pró seu candidato. João Pessoa, Brasília e São Paulo traduzem no silêncio dos dias essa capilaridade transformadora, a ser confirmada no decorrer dos dias.
Em síntese, nos preparemos para novo capitulo espetacular a ser produzido pelo Sistema Correio.
Cássio tem a cumplicidade da Rede Paraíba
Noutra instância, mas também de competitividade e competência, a campanha do governador Cássio conta com o aparato e cumplicidade de posicionamento/teses do Jornal da Paraíba e veículos potentosos da Rede Paraíba todos dirigidos pelo tirocínio e genialidade do empresário Eduardo Carlos.
Há que se dizer que, por questões de formação e modo próprio, Eduardo Carlos expressa um perfil diferente de seus competidores de mercado, arejado, mais discreto, entretanto, tem produzido resultados reais na interferência dos processos no Estado, tanto que computa o ranking das duas mais bem vistas TVs paraibanas e, no impresso, registra disputa do setor com o líder Jornal Correio.
Cássio, seu staff e Eduardo Carlos têm pontos em comum não só pela origem campinense, no entendimento do futuro econômico social para o Estado, mas também na semelhança de interesses para a sobrevivência de ambos, diante de adversários distintos nos mundos da política e de negócios, a partir de Maranhão, com quem os dois não têm relacionamento fácil, ao contrário, suportam dentro do possível da civilidade.
Ao longo dos últimos anos, a cena política acabou gerando capítulos afetados por desencontros políticos e econômicos, aprofundando um hiato entre Eduardo Carlos e o senador Maranhão, sobretudo depois da inserção de Cássio no processo político, posto que resultou em forte crise de relacionamento entre eles.
Deva-se, também por gesto de justiça, reconhecer o tratamento elevado dispensado pelo Grupo Paraíba, como disse anteriormente dentro dos limites, ao senador Maranhão distante.
É diante deste contexto, que a campanha de segundo turno se processará com manchetes e noticiários reproduzindo verdades com tonalidades à base de compromissos gerados pela necessidade de sobrevivência tudo dentro da normalidade democrática, portanto.
Queiram ou não, esta é a realidade de nossa estrutura midiática.
Os Associados, Grupo João Gregório, etc
No contexto macro do processo político, é imperioso admitir que os veículos têm assegurado espaços para o contraditório, embora prevaleça no prosseguimento e/ou repercussão dos fatos comentários e enfoques mais para tendência ao que parece isso fora das colunas editoriais.
Os Diários Associados, tanto quanto o grupo ascendente de João Gregório, têm relacionamento com todas as tendências e lideranças, mas é impossível negar que com Cássio e companhia flui atualmente uma harmonia de tamanho mais bem resolvido do que com Maranhão.
Tudo passa pela conjuntura econômica a influir no contexto político de posicionamento empresarial, uma vez que o fluxo de recursos oficiais ainda é expressivo na conta básica (receita/despesa) das empresas para manter emprego e renda na área.
Na síntese de agora, entretanto, não estão computadas preferências pessoais estas afeitas à condição humana de escolha de cada um.
O caso da TV e Rádio Tambaú
Desde quando em funcionamento em João Pessoa, os veículos do Grupo Marquise têm uma linha de atuação comum ao modus empresarial de bom relacionar-se com as variedades.
Nesse espectro de fatia de mercado, as TV e Rádio Tambaú nem se engajam totalmente em favor de uma das bandeiras, isto é, não radicaliza de forma alguma, mas também não significam amebas mercadológicas, pois defendem com firmeza empresarial os interesses também de sobrevivência no difícil mercado da comunicação.
A WSCOM no contexto
O Portal WSCOM Online e a Revista NORDESTE – duas grandes ousadias com liderança de mercado – têm premissas comuns aos tantos veículos e grupos de comunicação na firme e clara posição de bom relacionamento com todas as tendências políticas e econômicas do Estado.
Na atual, como nas anteriores campanhas eleitorais, os veículos comandados pela WSCOM exercitam o contraditório prioritariamente ou seja a linha editorial de abrigar todas as tendências e opiniões sem engajamento com tom partidário.
Constatação: Tanto isso é verdade que, no primeiro turno agora passado, as duas principais Coligações de Cássio e Maranhão processaram o Portal por veicular informações verdadeiras, mas tratadas pelos Jurídicos como de interesse do adversário o que, no arremate na Justiça, configurou-se com ganho de causa para o WSCOM Online.
É uma linha de ação difícil, muito difícil de exercer, mas a Paraíba também dela precisa.