Rei morto, Rei posto

Uma missa com convite à participação da família e amigos – publicada no Jornal Correio da Paraíba, na quinta e sexta-feira passada (a data mesmo é dia 16) assinalou o 11º aniversário de morte do governador Antonio Mariz – um dos mais honrados e rigorosos homens públicos deste País, de sorte que da velha Paraíba de guerra.

Nunca Mariz fez tanta falta quanto nos últimos tempos! Não pela saudade, apenas, que já seria muito, mas por sua significação nesta fase da vida nacional e paraibana. Queria ver, a presença viva do ex-governador no trato de tudo o que fez o País se envergonhar, inclusive de parte da classe política.

No décimo primeiro ano de sua morte, Mariz se faz presente pelo legado de honradez na proporção exata do esquecimento a que foi relegado por seus amigos de lutas político-partidárias, hoje estando dentro ou fora do PMDB.

Antonio Mariz merecia menção até mesmo do presidente Lula, cuja assessoria falhou em desconhecer que no dia de sua estada, exatamente em João Pessoa, o Brasil perdia um homem de grande valor. Aliás, muito antes do presidente, o ex-governador paraibano já falava e agia tratando de formas de atacar a fome dos paraibanos / brasileiros.

Serviria, mas não foi, de estandarte também da campanha/midia dos candidatos Maranhão e Ney por terem sido os dois – frutos exclusivos da decisão/opção de Mariz, sem o qual nenhum dos dois chegaria ao patamar a que chegaram.

Cássio e Ronaldo também poderiam (deveriam) ter mencionado a conduta e exemplo de Mariz no dia do aniversário da morte, cujo modelo ainda hoje há quem se refira como inigualável.Até mesmo se seus desafetos lembrassem o affair entre o ex-governador e o atual chefe do executivo na residência de José Carlos da Silva Júnior – nada disso seria mais importante do que a reverência merecida à memória de Mariz.

Não vi o PT, que tanto trabalho deu ao ex-governador em campanhas anteriores mesmo com o afeto nutrido pela história petista, nem o PC do B – de João Amazonas, José Rodrigues, Simão Almeida, Agamenon, etc., tão respeitados ao longo da vida; não, ninguém lembrou mais de Mariz, enquanto símbolo da moralidade nacional.

Azar o nosso, que nem da memória mais cuidamos, nem muito menos de nossos melhores exemplos. Preferimos, como se dá no tempo presente, o esquecimento aos valores substituindo-o pela briga paroquial intensa, que até nos leva a regredir.

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