Oposição: 2 em 1 ou a solidão perigosa

BRASILIA – As novas rodadas de pesquisas de opinião pública já registradas no Tribunal Regional Eleitoral devem promover no fim-de-semana em diante novo burburinho, ou seja nova turbulência, agora sob a égide dos trinta dias finais de campanha para governo, senado e proporcional.

Em que pesem as avaliações públicas, as duas principais campanhas na Paraíba continuam fazendo suas pesquisas internas com cada uma das partes comemorando o favoritismo de resultado, de onde se deduz que um dos candidatos anda iludido até demais. Não pode haver dois vencedores, daí um deles estar redondamente mal orientado.

Quem será o tal iludido, ah isso só saberemos daqui a trinta dias.

Independentemente, pela primeira vez na história recente da política paraibana, a Oposição conduz uma campanha faz tempo não vista com duas estruturas montadas com diálogos aparentes e a interpretação de cada uma delas também de que está vitoriosa, independentemente do ‘casamento’ tão propalado na disputa anterior. O fosso é real, visível.

Agora, já não há mais o ‘senador de zé’, mesmo com o senador Maranhão se mantendo como maior puxador de votos da Oposição e Ney trabalhando como bicho para reverter o boicote que sofre dentro da própria coligação ‘Paraíba de Futuro’.

A turma de Ney tem flagrado, por exemplo, a disseminação quase surda de que nos bairros e alguns sertões a orientação maranhista é de se afastar publicamente de Suassuna por conta da CPMI dos Sanguessuga, tanto que vários espaços de pichação não abrigam mais a figura do líder licenciado do PMDB.

Publicamente, a cúpula maranhista não assume a estratégia já flagrada no campo, mas o encaminhamento posto por Antonio Lavaredo, responsável pelo conceito da campanha, é de distanciar Maranhão ao máximo de Ney não se sabe até quando e onde porque, como se diz nas escolas da Torrelândia, a cada ação corresponde uma igual e contrária.

No caso de Ney, refém do relatório da Comissão de Ética e dos votos de Maranhão, como na há a menor hipótese de renuncia ou atitude com essa conotação, resta trabalhar muito, redobrado, e até saber como fará para superar esse velamento traidor e de dimensão que, no futuro, certamente levará Maranhão e Ney a um rompimento definitivo, isso a continuar a relação insuportável entre eles.

A dados de hoje, portanto, configura-se em casamento já acabado faltando apenas o dia do desenlace. Mesmo assim, tolera-se e se vai até onde for possível do momento fatal.

A versão de Maranhão

O objetivo do senador é vencer com ou sem Ney. Munido de pesquisas qualitativas, se dependesse dele e deu seu núcleo central, Suassuna já estaria fora da disputa faz tempo.

Há a consciência interna no maranhismo que a medida de tirar Benjamim Maranhão da campanha lhe foi favorável publicamente, mesmo a presença de Ney incomoda por conta do caso Sanguessuga, só que nesse caso não tem como alterar a realidade.

Daí a ação silenciosa, o boicote, o ‘golpe’.

Sentimento de Ney I

Suassuna resolveu não falar mais sobre esses desconfortos, mas jura não ser merecedor do tratamento recebido internamente na campanha.

Por isso perdurar entre ele e próximos o desapontamento vivenciado com figuras que tanto ele se empenhou em disputas recentes como suporte deci$ivo, como se deu em Campina Grande. Foi assim também com inúmeras outras prefeituras especiais.

Ney digere dentro do possível, contrariado, o tratamento que faz ele perder pontos em Campina, exatamente onde mais investiu com recursos acima – muito além de João Pessoa, centro urbano de maior estrutura.

Sentimento de Ney II

No caso de Ricardo Coutinho, o senador pemedebista se apresenta com menos ou quase nenhuma decepção. Ao contrário, fala em procedimento correto do prefeito de João Pessoa, mesmo tratando dos temas e desconfortos.

No moído central está o senador Maranhão, companheiro de lutas não se sabe até quando, em face exatamente da convivência forçada hoje entre eles.

Para ser sincero, se dependesse do sentimento de cada um, certamente que o outro hoje estaria longe, na China, no outro lado do mundo.

Veneziano se expõe
Para o prefeito, a solidariedade ao senador Ney é incontestável, contudo, o empenho dado não tem sido suficiente ao ponto de superar as conseqüências do desgaste do sanguessuga – fator esse considerado por ele como preocupante.

De qualquer forma, ele acha que Ney estará efetivando sua defesa na plenitude para superar o tal desgaste.

Efraim, o primeiro candidato

Embora esteja-se tão distante da sucessão de 2010, nesta quarta-feira, na capital federal, o senador Efraim Morais concedeu entrevista exclusiva ao WSCOM Online afirmando que pretende, se depender dele, ser candidato ao governo.

Vai depender de várias circunstancias e ainda da disputa municipal. Alias, ele deixou escapar que o PFL pode lançar nome novo para disputar a prefeitura.

Umas & Outras

…A Justiça eleitoral impediu a veiculação de novos números da Brasmarket.

…A pesquisa do IBOPE para a Rede Paraíba de Televisão deverá ser veiculada entre segunda e terça-feira.

…O presidente do TRT, Afrânio Melo, está na capital federal participando dos debates na OAB nacional que devem definir as novas regras para o Quinto constitucional – condição legal usada na composição dos tribunais.

…Do repórter Gerson Camarote, do Globo, ontem: “A Revista NORDESTE surpreende a cada número e se reveste em grande novidade no meio editorial do Pais. Parabéns pela qualidade e ousadia. Chegou para se afirmar”.

Última

“Quem quiser ter uma amigo/
Que me dê a mão…”

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