São Paulo – Há que ser reconhecido, em meio a um mundo de exclusão social a olhos nus, que a capital paulista é ainda quem abriga da forma mais bem depurada no país as diversidades culturais, étnicas e econômicas, como pouco se vê fora da ampla síntese do significado desta megalópole.
O trato agora, já com pedido de compreensão, ainda traduz o impacto que experimentamos desde segunda-feira com a receptividade que as classes ricas de São Paulo pelo menos em alguns de seus representantes tiveram em relação à Revista NORDESTE.
Nem de longe, como se presume, o foco prioritário dos negócios e massa critica da vida paulistana agrega a temática nordestina, mesmo assim impressionou-nos a dureza sincera com quem os assuntos são tratados, inserindo nesse contexto, as novidades uma delas produzidas pela revista.
Bastou o folhear, o exame temático, a análise estética para, de pronto, o conceito ser apresentado sem meias palavras nem arrodeios, às vezes comuns em nosso ambiente. Em São Paulo é assim: por seu crivo, prestou, prestou, do contrário é tratado como distante ou descartável. E pronto.
Felizmente, pelo menos o que escuto de anteontem em diante, as opiniões e desdobramentos traduzem olhar crítico positivo já permitindo diversos diálogos, inclusive comerciais, na direção do futuro.
Para a nata que teve acesso à revista se faz indispensável tratar com profundidade e conhecimento de causa a questão nordestina pelo prisma do questionamento e até provocação para que governos e sociedade apontem caminhos e/ou soluções para seus dramas.
Como também capital do Nordeste, como muitos costumam dizer, São Paulo expõe desde quando tem tido acesso à revista o tom de abrigo, mas precisando honrar no cotidiano seqüencial de sua existência uma postura de equilíbrio e firmeza, qualidade e conteúdo, sem receios de tratar dos vários problemas para de forma natural ser o prenúncio do padrão de projeto editorial comum nos melhores centros do mundo.
A Revista NORDESTE se afirma assim com esse papel.