Efeitos da convenção do PSDB

Para quem gosta de política, o sábado chegou como bom prato em termos de fartura sobre os movimentos partidários em curso visando as definições naturais do jogo.

De todas as legendas, ninguém conseguiu roubar a supremacia do PSDB/PFL e mais 12 pequenos partidos neste sábado sacramentando as candidaturas de Cássio e Cícero Lucena, bem como de uma leva de candidatos em potencial para a Assembléia Legislativa e Câmara Federal.

Há que ser dito, sem nenhum favor à organização, que o ´know how´ do Grupo Cunha Lima na estruturação de momentos com esses é de reconhecido valor, mesmo pelos que dele discordam. Daí ser natural afirmar que a organização andou funcionando de primeira.

Nos meus tantos anos de acompanhamento natural desses eventos, já vi / testemunhei ´volumes´de gente nas convenções, portanto, Cássio e equipe produziram o que se poderia chamar de lançamento ´primeira´ para a arrancada da campanha.

Mas há, no contexto, aspectos a expor/analisar como forma de se querer entender porque valores de expressão do grupo foram minimizados, quando pela condição premente deveriam estar em maior destaque.

Tomemos por base as ações promovidas pelo grupo feminino (D. Glória, Lauremilia e Silvia, etc) e de jovens (tantos dir-se-ia) sem a visibilidade que poderiam ter na Convenção, porque esses segmentos serão fundamentais no curso da campanha. Misturados não foram sequer perceptíveis, no máximo pela nominação dos locutores.

Ora, se há um entendimento interno de empatia com os grupos feminino, de jovem e artístico, por que essa gente não se destacou no conjunto de um cenário convencional de caras manjadas (mesmo necessariamente)?

Além do mais, ainda é o próprio Cássio quem eleva a chama dos convencionais, quem empolga feito motor, quando as demais lideranças apresentadas ocupam respeito farto, mas pouca forma de empolgação.

Em síntese, a convenção do PSDB/PFL sintetizou jogo de campeonato, termômetro de quem está na parada para disputar e vencer, mesmo assim os outros parceiros da cena do grupo precisam empolgar mais a galera ávida por carinho e discurso menos cansativo.

Não fosse o governador, o tom discurso/empolgação não teria o mesmo entusiasmo dos apaixonados.

PT: Anastácio e Couto

Terminou findando no que se esperava: os deputados Luiz Couto (federal) e Anastácio (estadual) são os dois nomes encaminhados para a Frente de Esquerda visando a escolha do companheiro de chapa de Maranhão.

Haviam outros nomes, mas os entendimentos de bastidores funcionaram fulminando outras pretensões, legitimas por sinal.

Mas, há um fosso entre o que decide a cúpula e a base – essa perplexa com os movimentos de poder e só.

Five names
São cinco os nomes do membros do PSB para também compor a lista interminável próxima de Maranhão, claro que visando a vice-governadoria.

Edivaldo Rosas, Nadja Palitot, Marcondes Gadelha, Manoel Júnior e Leonardo Fortes compõem a famosa relação.

Nesse conjunto, se depender de Maranhão, Marcondes é o nome em evidência.

Efraim e o Chapão

O senador Efraim Morais disse neste sábado ao WSCOM Online, que considera o Chapão – aliança geral dos partidos aliados a Cássio na proporcional – como fato consumado.

No seu entendimento, há pouca resistência e até a próxima semana tudo será resolvido.

Outra versão

Já o deputado federal Wellington Roberto, do PL, diz que embora hajam várias especulações e comentários, “ na verdade não há na da definido em termos de chapão´.

Ao contrário, segundo ele, ´os partidos PL, PP e PTB devem ficar numa aliança à parte”.

Umas & Outras

…O discurso do candidato ao Senado, Cícero Lucena, se pautou na sua experiência e lealdade. Disse estar preparado ‘a missão.

…Para o governador Cássio, a Paraíba não tem representação senatorial – se levado em conta alguns mandatos. Ele não nominou, mas deixou a insinuação de se tratarem de Maranhão e Ney. “ Também por isso, Cícero é importante e fundamental”.

…É bom levar o PFL a sério. Ele quer o chapão e pronto. Se isso não acontecer, ah é outra história – garantiu um pefelista juramentado.

…João Pessoa ainda ignora, mas no Manjericão – antigo Parahyba Café – todo sábado rola um samba de primeira qualidade, tanto do ponto-de-vista do repertório quanto de público.

…Pena que a disputa política escurece o local e não há apoio como merecido. Tem nada não, um dia o próprio povo alvorecerá o tempo de cultura de primeira qualidade.

Última

“Deixe a vida me levar/
vida leva eu…”

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