Ainda há um tempo especial pela frente para os arremates finais de pré-campanha, o que se dará nas Convenções, no decorrer deste mês, mas cada vez mais fica evidente o tom e conteúdo divergentes que os principais candidatos ao Governo, Cássio Cunha Lima e senador José Maranhão, adotam nas suas andanças.
Na última coluna, inclusive, abordamos o tom duro, incisivo, que Maranhão tem adotado na direção do governador atribuindo valores de desqualificação nunca vista. Pelo que diz o pemedebista, não existe governo, ao contrário, o desgoverno se espraiou ao longo dos 3 anos e poucos meses. Não é essa a realidade, não é bem assim o contexto.
A fala do senador deve atender alguma orientação de pesquisa qualitativa, mas se faz preciso encarar e entender que, na prática, há resultados de Governo a se confrontar com sua fala, tanto assim que esse conjunto tem refletido também no componente eleitoral da disputa em curso.
O discurso contundente de Maranhão, mais do que rotina na sua decidida postura de Oposição contumaz, ainda não entendeu nem abrigou que a realidade política está a exigir dele abordagens convincentes voltadas para universos especiais, como os jovens, segmento feminino, etc., onde exatamente seu adversário amplia a empatia na construção do voto.
Trocando em miúdos, no contra-ponto dos discursos e idéias, Maranhão perde espaços para Cássio a partir de públicos setorizados, a exemplo dos citados acima, sem contar os pequenos/médicos municípios onde a fala e presença do Governo se reforçam contra o candidato de Oposição.
É evidente que a liderança do senador não é ignorada, muito menos sua performance eleitoral de intenção de votos em tese ainda lhe favorável levando em conta pesquisas continuadas da Consult, entretanto, se não cuidar do foco e proposta mais convincentes para o futuro do estado, sobretudo na melhoria na vida das pessoas, correrá risco de evidenciar presunção perdendo espaços para seu adversário.
Aliás, o governador Cássio insiste em provocar o debate cara a cara com Maranhão expondo, já agora, o conceito de que mostrará estar mais preparado e com melhor projeto para o estado diante do que seu adversário, portanto é desse enfrentamento onde muitos votos podem decidir a parada.