E visível o contra passo interno, os desencontros, ao mesmo tempo a busca desenfreada do Partido dos Trabalhadores na Paraíba de reencontrar-se na história como promotora de mudanças qualitativas na relação da política com a sociedade.
Agora, em 2006, que papel será oferecido ao aguerrido PT de lutas gerais? indaga-se tanto, dentro e fora do partido.
No querer de todos, nem sei se todos mesmo a impressão lógica é de que o partido quer influir e participar do processo principal, como já se deu em outras disputas, só que desta feita não encontra respaldo por estar enfraquecido politicamente para dar as cartas como antes o fazia.
Sob o manto do guarda-chuva reeleição de Lula, o PT da Paraíba anda enroscado internamente em brigas para saber como referendar essa condição sabendo que tudo, pelo menos a dados recentes, passa por uma composição com o PMDB e aliados à esquerda.
Volto ao assunto até porque o PT mantém sua importância no contexto paraibano e ainda chamusca internamente desavenças mal resolvidas que não conseguem fazer o partido se resolver de vez, ou com candidatura própria hipótese enfraquecida ou se pega a garupa com Maranhão e trupe.
O problema é que o PT gerou ilhas demais internamente pautadas em legitimas bandeiras de rumos diferentes no trato do bem coletivo algo representado nas tendências – e de uns tempos para cá, com a real condição de Poder, não sabe gerar outra forma de convivência mais bem resolvida senão mantendo conflitos freudeanos porque nem tudo que prometeu pode resolver.
Há também uma birra entre setores do partido e o agrupamento de Maranhão esse é outro capitulo -, mesmo assim, com todos as resistências, a tendência neste momento ainda se volta para uma composição com o PMDB, pior é sabendo que não tem mais a mesma força que hoje apresenta o PSB com Ricardo e cia.
Quando sair do divã, o PT paraibano passará um tempo bambo até ir para as ruas defender Lula e seu parceiro no Estado a dados de hoje, José Maranhão.
Isso, entretanto, não arrefecerá a resistência localizada e competente.