Folia pelo avesso

Soube que duas chapas se inscreveram nesta terça-feira para concorrer à diretoria da Associação Folia de Rua. Uma, encabeçada pelo atual presidente, Lis Albuquerque, tentando a reeleição; outra, liderada pelo artista plástico Clóvis Júnior, buscando assumir o posto como oposição.

Até aí, tudo bem, tudo normal, mas eis que dados surpreendem e mostram a face esquesita do processo.

Ao invés de se buscar a harmonia ou o acordo para crescimento coletivo da entidade como proposto por Lis, a chapa de Clóvis Júnior terminou não ocultando tantos vícios e falhas que custo a crer terem sido produzidas por pessoas na conta de ´boa cepa´ desta terra.

Vejam só: Fuba e Marcone Serpa – duas pessoas decentes da produção cultural, que pediram afastamento do Folia de Rua 2 anos atrás porque não aceitaram a vitória de Lis, voltaram à baila na disputa de agora.

Tudo seria normal, exceto, se os dois não representassem na Chapa de Clóvis os blocos que se encontram afastados formalmente da entidade por iniciativa deles próprioa, donde se conclui, terem sido eles quem inviabilizaram suas participações e a chapa de oposição.

Ora, se formalmente estão afastados, há documentos, logo estão fora da normalidade de deveres e direitos de filiados.

Tem mais: o estatuto, não só do Folia de Rua, como de todas as entidades definem regras básicas que precisam ser respeitadas, entre as quais, estar quites com a tesouraria da entidade.

Dados da Tesouraria indicam que nenhum dos blocos, nenhum dos dignos lideres mencionados, apresentou a quitação tornando-se conseqüentemente inelegíveis.

Se tudo isso fosse pouco, a formação de uma chapa precisa contemplar cada Bloco com um cargo, mas desta feita, usou-se do expediente “vai de qualquer jeito” fazendo que um só bloco tivesse mais de dois representantes, também ferindo o

Em síntese, a própria “ arma” impensada adotada por Fuba, Marcone Serpa e Ana Gondim pedindo afastamento unilateral da Associação Folia de Rua, como provam diversos documentos, agora se voltou contra eles próprios, que poderiam estar participando do debate, da eleição e da vida do Folia de Rua de forma mais bem resolvida.

Confesso (publicamente) ser admirador da luta e da história de todos nossos companheiros/líderes, mas o fato em curso mostra que o mal voltou-se contra si, desnecessariamente.

Mesmo assim ainda defendo que todos busquem a reunificação depois das eleições de agora. Fuba, Ana Maria, Marcone, Clóvis Jr, todos são importantes, mas respeitando também as regras legais do jogo.

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