A defesa de Ney

A expectativa do pronunciamento do senador Ney Suassuna, nesta terça-feira, com acompanhamento nacional – melhor dizendo, dos que têm a ver com a política e suas conseqüências dentro e fora do Estado da Paraíba – acabou servindo de capítulo à parte da então insossa sessão do Senado Federal.

Ney, como a Coluna e Portal WSCOM Online anteciparam, estava munido de documentos e da transcrição dos depoimentos dos envolvidos na Operação Sanguessuga – no qual havia sido citado como integrante de algo que, como expôs, nada tem a ver nem de concreto nem de cortina de fumaça.

Desta feita, ele municiou-se de uma lógica de apresentação, a partir de um discurso pré-elaborado falando de sua trajetória, das conquistas e de seu papel na relação para minorar as agruras de milhares de paraibanos circulando nas centenas de municípios.

Mas o tom mais forte do pronunciamento fixou-se mesmo quando, de improviso, começou a explicar procedimentos e documentos sob seus cuidados exibindo a Operação Sanguessuga pela ótica de quem fora usado na boa fé quando o ex-assessor Marcelo falsificou sua assinatura e reverberava para a máfia ter intimidade inexistente.

Suassuna foi mais longe: expôs trechos das degravações a que teve acesso por obra de trabalho da Policia Federal nas escutas telefônicas, além de reproduzir o desconhecimento por completo de quem são a assessora do Ministério da Saúde e a empresa do Mato Grosso, responsável pela maracutaia.

Também desta vez, Ney fez o dever de casa. Mostrou números das emendas, as condições em que se deram ( todos os processos de aquisição feitos pelas prefeituras , os valores comprados e a exposição, sem contestação, de que na Paraíba não houve superfaturamento.

Na defesa, contextualizou a Grande Mídia pela carnificina que busca construir contra quem quer que seja – entre os quais o próprio senador – sem apurar a fundo as reportagens misturando dados, confundindo informações e transformando parlamentares em bandidos, pelo menos na tentativa ainda agora não consumada em relação a Ney.

É evidente que ainda haverá desdobramentos para conhecimento público, mas o depoimento do senador foi recheado de verdades e sentimento como ao final expôs em lágrimas de quem nunca imaginou pagar o preço da fama desta forma.

Ney saiu-se bem, muito bem, para o que se dizia e agora se refaz.

Contradição

Foram dois ex-assessores que colocaram o senador Ney no purgatório por momentos. Mas, para quem não conhece, o parlamentar tem muita gente bacana em torno dele.

Santinha, como é conhecida sua secretária particular no Gabinete do Senado, assim como Minduca, guardião das andanças paraibanas da vida representam as figuras de lisura, capacidade e lealdade – valores tão indispensáveis neste momento. Edilamar, Iva Veloso, Ribamar e tantos são outros da mesma estirpe.

Justiça seja feita ao conjunto dos assessores – por um tempo com nódoas postas por quem se travestia de lobo na pele de cordeiro ferindo a moral dos decentes funcionários do gabinete.

Como diria Maria Julia ( minha mãe de saudosa memória): respeito é bom e eu gosto.

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