O Caso Majero e Outros

Embora o senador José Maranhão se recuse a tratar do assunto publicamente e o PMDB seja quem saia em defesa do maior líder partidário, o Caso Majero é fato real a merecer esclarecimentos e/ou versão dos nomes citados como num complô voltado a forjar denúncias de uso ilegal de dólares pelo ex-prefeito de CG e atual governador Cássio Cunha Lima.

Se há exploração pública, por que o senador se recusa, mesmo se dizendo inocente e só o partido gera a blindagem que será inóqua quando começar o Horário Eleitoral da campanha?

De fato, levando em conta e só o Caso Majero em si – na forma de acusação sem provas a uma autoridade ou homem público, não se tem como deixar de endossar a revolta e repulsa de quem se sente acusado injustamente, no caso o governador Cássio. Nesse aspecto, ele tem razão e vai fundo para exigir reparos.

Só que, levando em conta detalhes expostos no Caso, existe um dado fatal na formatação do processo quando a fonte processual a acusar o senador Maranhão é exatamente o doleiro Alexandre Majero – um bandido de marca maior, daí sua palavra ser igual a zero ou menos do que isso.

Esse é um aspecto a minimizar a acusação, posto que ele se coloca como vulnerável e vendável a qualquer momento perdendo assim a importância que teria se o processo fosse revelado por autoridades policiais ou do Ministério Público. Em síntese, mesmo existindo a entrevista e o depoimento de Majero vale pouco pela pouca valia de suas palavras mutantes como a cor de camaleão.

E isso enfraquece a acusação em meio ao governador ‘roxo de raiva’ por não poder ignorar essa condicionante.

Aproveitando o tempo de graves acusações, indaga-se: o que difere esse caso Majero, grave sem duvidas, das acusações existentes anteriormente contra o ex-prefeito Cícero Lucena e o senador Ney Suassuna.

Na essência, nos dois casos as citações em envolvimentos irregulares partiram de organismos de credenciamento indiscutível, a exemplo da PF, CGU, MPF, TCU, e, no caso de Ney, procuradores federais com resultados distintos.

Até agora, como realidade indiscutível no plano legal, o fato é que as denúncias de Cícero foram formuladas e se mantêm na Justiça Federal (tudo bem para sua defesa) com evidências apontadas pelas mesmas fontes de acusação, os organismos da defesa moral do serviço público.

No caso de Ney, embora a citação pública, não houve indiciamento nem envolvimento do seu nome ao final do relatório, da mesma forma que no caso dos procuradores também não há indiciamento nem abertura de inquérito como há no caso de Cícero.

Esses são aspectos distintos, que revelam situações diferentes pela origem das acusações e seu sequenciamento, diferentemente de Majero – mera peça desqualificada do processo.

Nem por tudo isso, contudo, o senador deveria se portar distante, pois mais na frente vai ter que se manifestar, até porque a sociedade um dia cobrará seu próprio pronunciamento sobre a questão, mesmo advogando plena inocência.

Em que pese tantas verdades, tudo só se está dando aguçadamente pela proximidade do processo real de eleição com cada uma das partes usando das ferramentas que lhe restam.

Essa campanha, pelo visto pode sangrar se a Justiça Eleitoral não chamar o feito à ordem.

Exagero edilio

Um outro aspecto grave, beirando à irresponsabilidade, diz respeito ao envolvimento do Procurador da República, Antonio Edilio, como co-responsável de uma farsa sem tamanho.

Acompanho há tempos os bastidores da política partidária e nunca, somente agora, veja alguém se arvorar a querer envolver o nome de Edilio, digno representante do Ministério Público, em casos inqualificáveis.

Essa estratégia termina por desqualificar a denúncia em si, sobretudo para quem conhece os personagens públicos em questão.

Última

“Mas é preciso viver/
E viver não é facil não…”

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