O sinal do canal 4 na TV Aberta ( TV Miramar) a partir de João Pessoa está ajustando sua programação inserindo produção local em horários diferentes mesclando clips em outros momentos da grade da emissora plugada em rede com a TV Cultura, de São Paulo.
Em tese, dir-se-ia que a TV sob o julgo da Fundação Virgínius da Gama e Melo está, enfim, encontrando rumo próprio para fazer jus ao caráter educativo que lhe é imposto como principio.
A rigor, se for apurar bem direitinho, ainda não é agora que a emissora encontrou seu perfil definitivo. Embora tenha a inserção/reprodução do programa produzido pelo renomado e polêmico multimídia Tony Show e ainda a veiculação de clips do Axé a exemplo do que se deu na noite deste sábado com o Babado Novo, o tom educativo está ainda a merecer endosso.
Ao que parece, a geniosidade do vitorioso empresário João Gregório não captou na forma devida que a natureza de trato e veiculação da TV Educativa tem contornos e exigências distintas das emissoras comerciais essas sim capazes de se adequarem a qualquer estilo de produção.
No caso do Canal Educativo, embora não se deva admitir qualquer tipo de censura a gostos quaisquer de perfil cultural, a história dessa vertente televisiva está mais afeita aos segmentos marginalizados pela indústria cultural pelos diversos fatores existentes.
Na música ou em qualquer atividade artística, por exemplo, a TV Educativa tem papel prioritário de aproximar-se de quem a TV comercial despreza por quanto só se vincula à quem é sucesso (mesmo momentâneo), ignorando por completo até mesmo quem tem talento e conteúdo mas se apresenta distante do modismo.
Se é assim, quem está distante do convencional fica fora da exposição para os diversos públicos/fãs, daí a importância da TV cultural no sentido de abrigar sem distinção todas as tribos, inclusive os asilados dentro do próprio mundo midiático do Pais os que estão forma do modismo ou do Play List.
Nesse contexto, o clip do Babado Novo deste sábado nada incorpora enquanto missão cultural e proposta fundamental constante nos modelos de exploração educativa, o que leva o reconhecido empresário João Gregório a merecer distinguir noções de cultura e mercado, posto que os desejos dos fãs do Forrock já estão avidamente contemplados na programação maciça das TVs e rádios comerciais, por isso a reflexão de agora é apenas um alerta cultural, antes de se transformar num dilema ou problema com o mundo intelectual, antenado que é com essas minúcias.
Em síntese, cada um busca e constrói o mundo que quer, mas quando se trata em cuidar de valores públicos, o desdobramento deve ser intenso para não confundir privado com interesse coletivo. Por isso, João Gregório, esperto, precisa incorporar elementos culturais para expandir talentos.
Do contrário, dá um bode danado quando dessa forma não se cuida.