A saída do médico Reginaldo Tavares da Secretaria de Saúde provoca novos movimentos nesta semana devendo o assunto ser definido pelo governador Cássio Cunha Lima depois de reunião programada com senador Efraim Morais, à quem caberá indicar lista tríplice para escolha do chefe do executivo até a próxima semana.
Embora, aparentemente, seja presumível dizer que nada deve acontecer de profunda alteração no setor, mesmo assim vale à pena levar mais a sério essa acomodação porque pode respingar no próprio governo em si dependendo do desempenho do novo titular.
É que a Pasta da saúde não é simples assim de administrar em face das complicações dentro e fora da Secretaria a exigir habilidade profunda do titular para evitar as famosas crises redundando com desgastes em face, volta e meia, de exploração na mídia.
Refiro-me mais objetivamente sobre as demandas, sempre urgentes, de assistência aos portadores de patologias crônicas, da rede hospitalar, os volumes de recursos exigindo licitações em tempo curto, etc., além do fato em si do novo secretário precisar ter um prazo para dominar por absoluto o setor.
Ora, se isso é verdadeiro, faltam apenas 9 meses para que a gestão em curso seja concluída levando em conta o prazo de 31 de dezembro tempo esse insuficiente, em tese, no sentido de dar condições plenas de domínio pelo novo secretário daí ser incógnita como esse desempenho vai ajudar ou atrapalhar a imagem do governo Cássio diante de uma substituição necessária.
Além do mais, tem os fatores políticos, já que o novo titular é indicação do PFL ( leia-se Efraim Morais e lideranças pefelistas ), mesmo com a escolha recorrendo ao governador, ou seja, o que parece mera rotina administrativa não é por conta de diversos fatores envolvidos no caso.
Tal nomeação fará o governo manter-se com saúde ou sofrer por conta da falta dela a saúde político-administrativa.
Futuro secretário
O vereador Edmilson Soares, presidente do Instituto de Previdência do Município, projetou nesta segunda-feira, em entrevista, que o substituto do ex-deputado Simão Almeida na Secretaria Política assegurará a unidade do Governo e a perspectiva de maioria na Câmara Municipal, mesmo sem necessidade de apelar para métodos assistencialistas como forma de negociação.
– A unidade do Governo, através de sua bancada, não só será mantida pelo futuro Secretário como deveremos conviver com uma realidade no relacionamento com o Legislativo redundando em maioria nas votações de interesse da cidade argumentou.