O saldo da Gestão Tavares

Ao final de 15 meses de gestão à frente da Secretaria da Saúde, uma pergunta não quer se calar: o que significou a contribuição efetiva do médico Reginaldo Tavares na complicada Pasta de socorros e tanto assistencialismo? Mudou alguma coisa, enfim, o que aconteceu?

Para consumo próprio, o renomado médico auto sintetizou seu tempo na Saúde com um frase revelada em entrevista ao Portal WSCOM Online: ´me sinto com missão cumprida tirando a Saúde das manchetes negativas dos jornais´.

Na prática, a contribuição dada por Reginaldo se fixou em estancar crises continuadas em diversos aspectos e setores ( pactuação com os municípios sobre recursos e atribuição de cada um, gestão de contenciosos, distribuição de material, rede hospital complicada, gratificações reivindicadas pelo pessoal, enfim, um montão de problemas continuados). Fez mais: consolidou as bases para novo momento de plena municipalização da saúde na Paraíba.

Há, comumente, uma tendência de se medir uma gestão pelo tamanho de obras de pedra e cal construídas – o que se não se aplica à saúde agora, até porque a teia complicada de problemas prioriza outras questões a partir da administração segura de recursos – humanos, financeiros e físicos.

Inicialmente, diante das cobranças sem fim, houve até quem visse pouca contribuição dada pelo experiente administrador, mas o decorrer dos 15 meses serviu para Reginaldo colocar a “ casa em ordem” ou por “o trem nos trilhos”, como diz o pessoal de Cajazeiras.

Enfrentou, não se nega, crises geradas por ciúmes políticos, em face da candidatura de seu filho, Diego Tavares para deputado estadual, mesmo assim sua gestão à frente da Saúde deu fôlego, que o Governo Cássio não tinha na área, e sedimentou o processo seguro para o novo secretário consolidar a repactuação da saúde com os municípios.

Experiente e com capacidade reconhecida, Reginaldo não teve tempo para reformar no nível pretendido, mas fez o dever de casa direitinho gerando ciúmes à bessa.

Coisas da vida e da humanidade.

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” O nome/ a obra imortaliza…”

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