O cenário que se forma a partir de agora na esfera federal, diante da nova composição econômica extraída da queda do ministro Antonio Palocci é de muita incerteza sobre o que vai acontecer deste momento em diante com a perspectiva, inclusive, de pedido de Impeachment do presidente Lula.
Já era noite avançada desta terça-feira quando, por telefone, a Coluna é informada pela articulação do PSDB/PFL no sentido de buscar acabar de vez com o Governo Lula.
A gravidade pode ser medida por movimentos intensos nos bastidores, especialmente da Oposição, que se sente robustecida com a queda do maior sustentáculo da Era Lula tempo esse recheado de contradições, erros, mas muitos acertos em áreas vitais como da economia e no trato de programas sociais.
Até o governador Cássio Cunha Lima precisou viajar nesta terça-feira, embora sua argumentação publica tenha sido tratar dos ajustes na equipe de assessores necessidade essa surgida com a desincompatibilização de diversos secretários/ candidatos.
O fato é que a campanha toma rumo mais acre azedo mesmo projetando tempos sombrios para o futuro de uma realidade nacional bombardeada de interesses de grupos se sobrepondo ao interesse nacional em si, diante de um partido e um presidente fragilizados.
É evidente que o pedido do Impeachment não significa o imediato processo aberto, mas incomodará muito e fará Lula refém de temas que o engessam no trato da governabilidade, até porque as grandes estruturas do Sul e Sudeste reforçadas pelo amparo interesseiro de parte da grande mídia reverbera a crise sem deixá-la sair de pauta impedindo fôlego a Lula.
Parece castigo do tipo quem faz aqui paga como se fora uma digressão política levando o PT e Lula à condição inversa, antes de estilingue, agora de vidraça despedaçada sem rumo para juntar os cacos que são tantos.
Mesmo assim, tênue, Lula ainda resiste, não se sabe até quando.
Erros a mais
A tática de guerrilha adotada pelo MST a cada dia que passa se reproduz metendo medo às instituições democráticas porque incorpora enfrentamento rude e inadequado para uma fase em que, pela primeira vez, o Governo Federal lhe foi mais tolerante.
Talvez seja essa tolerância demasiada que permite o justo movimento reivindicatório de Reforma Agrária parecer motivo ideológico de graça já conhecida e seu futuro pífio quando mais irrita e gera perspectiva de sangue no campo.
No caso, a Justiça precisa no mínimo se valer existir.
Milanez I
O médico cirurgião Ari Serrano considerou, à noite, como positiva a intervenção cirúrgica para correção da tiróide processada nesta terça-feira, no Hospital da Unimed, no Chefe de Gabinete da Prefeitura de João Pessoa e ex-vereador Fernando Milanez Sua recuperação felizmente está dentro do esperado, comemorou sua esposa, Lide, depois de muitos contatos e visitas.
Milanez II
Conforme informações de familiares, a cirurgia durou cerca de 1 hora levando o ex-vereador a apartamento especial para recuperação e visitas. Em face das respostas positivas na etapa pós-operatória, a equipe médica prevê a alta de Milanez para esta quarta-feira.
Mesmo com a liberação, o médico recomendou que ele passe as próximas horas sem falar para ajudar na recuperação mais acentuada.
A torcida de franca recuperação se estende pós Av. Guarabira.
A greve na PM
Até agora não ouvi nem li a posição oficial da PM diante do movimento de militares nas ruas por melhores salários gerando radicalidade beirando a confronto. Desde anteontem que o clima entre setores da corporação e o comando entraram em gelo e falta de diálogo.
Custo a crer que o governador Cássio se recuse a conversar com a representação militar, mesmo quando entendo ser contra-producente envolver na questão interesses e/ou preferência político-partidária.
Cássio está sofrendo na pele o que via e acha bom quando Sargento Denis fazia exatamente o que não faz mais no enfrentamento com o Poder.
Mas em nenhum dos casos, há postura condizente com a corporação digna.
Luta é Luta, indispensável, campanha é outra coisa.
Última
Quem vai pagar por isso…