A Paraíba pós Verticalização

Brasília – O atual Brasil político, em tese, não será mais o mesmo contexto eleitoral em 2006 por conta da verticalização – processo que exige mesma aliança nacional reproduzida no plano estadual – mas muita água ainda há de rolar sob a ponte da realidade para identificar se é isso mesmo que acontecerá na prática.

Está na cara, e ninguém duvida, que a Verticalização gera premissa jurídica em descompasso com a realidade política, visto que enquanto a norma exige comprometimento de ‘cabo a rabo’ de presidente a deputado estadual na realidade nem sempre é isso o que vai acontecer.

Vejamos o caso da Bahia, onde o senador ACM – líder nacional da Posição – vai se deparar com o deputado federal Jutahy Magalhães, do PSDB – também líder da Oposição, mas sem condições se subir ao mesmo palanque no mesmo manto baiano, visto que eles são inimigos demais.

Tem mais peculiaridades ilógicas: vejamos o caso do Maranhão, onde o líder do PMDB, José Sarney, vai ter dificuldades públicas e formais de votar na filha, Roseana Sarney, do PFL , pois se tratam de partidos inimigos.

Tanto preâmbulo assim pode até servir de componente arrefecedor – diminuidor melhor dizendo – da crise e conflito entre partidos na Paraíba, mas vai ficar difícil imaginar que o PT não se alinhe com o PMDB porquanto o PSDB liderado pelo presidente Cícero Lucena está com o governador Cássio comprometido com articulações que venham a derrotar a campanha de Lula.

Na prática, sejamos francos, a Verticalização imprime ao PT uma sobrevivência com candidatura própria, entretanto, a dependência do futuro do Governo Lula levará os petistas a uma encruzilhada porque podem comprometer a reeleição do presidente se se afastarem do PMDB.

Talvez por isso muitos já falem, na informalidade, na “tática do camarão”, que geraria ( ou gerará) uma tática fora do oficialismo em dispensar o voto na cabeça – o candidato formal – por um outro informal, que na Paraíba chamar-se-ia José Maranhão.

Se vai mesmo acontecer, vamos saber em breve. Mas tem muita gente falando disso.

Em Portugal

O governador Cássio já está em Portugal ( cedo da manhã) para palestra e contatos com investidores em busca de quem se disponha em trazer dinheiro para o litoral sul.

A WSCOM, enquanto empresa de comunicação, vai trazer detalhes sobre a estada do governador, mesmo quando ele e todos não sabem incluir representantes da mídia na comitiva.

Novos secretários

Os novos secretários do Governo, responsáveis pelas ações dos titulares que saem para ser candidatos, só devem ser anunciados mesmo na próxima semana, segundo o demissionário Secretario da Casa Civil, Ivandro Cunha Lima.

– Ele (Cássio) já tem os nomes, mas só as anunciara na próxima semana – afirmou.

Imponência do cargo

Há no Governo Cássio quem se apresente secretário super poderoso, na proporção inversa do que já fora, mesmo agora quando adoece para sonegar informação e/ou privilegiar mídias.

Diferentemente quando o tempo é senhor da razão, haverá de chegar a hora de se fazer como norma a mesma condição de sempre: ninguém será soberano permanentemente para fazer mal pelo silencio e comprometimentos que afetam o futuro do chefe.

Álvaro Neto

Para anotar: a pressão enorme para fazer o ex-deputado federal Álvaro Neto a deixar a cobiçada diretoria financeira da Transpetro para ser candidato a deputado na Paraíba.

Há resistência de um lado e cessão por outra levando a empresa de transporte petrolífero a uma incógnita: sai ou não sai.

Já tem até “bolão” apostando nesse futuro.

Última

“Amanhã vai ser outro dia…”

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