Onde RC quer chegar?

Via e-mail, como de sorte por telefone ou convite impresso, temos sido convidados pela Prefeitura de João Pessoa – da mesma forma que pelo Governo Cássio – para conhecer de perto ações, obras e projetos que tratam de relevância contextual. Não dá para ignorar fatos reais, mesmo distinguindo na essência do que eles representam, o sentido de essencialidade estética, política e de conceito notados em casos diversos.

Fixo-me neste momento, pela oportunidade do lançamento nesta segunda-feira do projeto habitacional da Prefeitura, na leitura do que tem representado Ricardo Coutinho para a capital do estado e a forma presente de se ater diante do cargo público.

Há tempo, muitos já disseram, a cidade se diz obrigada pelo zelo público de cuidar da pintura do meio-fio, dos bancos de praça, das praças em si, do dinheiro público com caráter público e não de interesse privado, apenas.

De um ano para cá, com a gestão Ricardo, tem sido descompassado o contexto entre fazer política, onde ele tropeçou em diversos embates e desconfortos, e seu desenvolvimento na política pública de resultado preservando mais do que vaidades, desde o meio fio, a calçada, os terrenos públicos, as vias em si, como se estivesse fazendo da cidade um trato assim como se fora sua casa.

Cícero Lucena ensaiou isso no primeiro governo e deixou perder-se no mandato seguinte pelo desleixo e outras questões, agora transformadas em forma de processos.

Quero dizer em outras palavras – voltando ao presente, que Ricardo Coutinho ainda precisará rever algumas formas e/ou atitudes em teses autoritárias ou monocráticas de tratar algumas questões de fundo, mas no contexto real do exercício administrativo em pouco tempo já disse a que veio na forma de cuidar da carente João Pessoa.

Outro dia, quando nos encontramos numa das vezes em Brasilia, ouvi do prefeito o seguinte comentário: “preciso voltar logo para João Pessoa, porque quando passo muito tempo fora me dá a sensação de vazio, como se alguma coisa precisasse de meu afeto pessoal, daí retorno logo”.

Dito assim até poder-se-ia transparecer demagogia, só que na prática é dessa forma o relacionamento do prefeito com a cidade (as plenárias, etc), não se sabe se perdurando por todo o tempo, mas esse zelo só é possível quando se ama sem demagogia. “Quando a gente gosta/ é claro/ que a gente cuida”, sintetizou Caetano, o Veloso.

É esse caráter que faz de Ricardo um prefeito corajoso quando, por exemplo, reurbaniza o centro e orla marítima da cidade dando estilo de ambiente adequado relocando a necessidade de sobrevivência dos ambulantes para locais de acesso e negócios possíveis sem enfeiar nem expulsar os transeuntes de seu espaço de ir e vir.

Senhor Coragem – como já dizem os mais exaltados – tem feito do mandato o exercício legitimo de cuidar do público como tal. Basta descer a Av. General Osório, na calçada do Grupo Thomaz Mindelo para atestar como um agente público deve agir na aplicação do respeito ao transeunte seja de qual credo ou raça for.
Tem sido assim, destemido, em inúmeros outros casos que irritam setores localizados mas têm merecido aprovação da sociedade porque são atos movidos pelo interesse público, com ou sem Oposição assanhada na Câmara Municipal.

Soube que ultimamente, ele tem gerado passos para mobilizar toda a sociedade pessoense, especialmente o setor produtivo ( quem gera emprego e renda), para uma ampla discussão preparatória sobre os efeitos da duplicação da BR-101 no futuro da capital paraibana. Só alguém prevenida ou plugada com a precaução logística tende a se preparar até para os fatos delicados, como são a prostitituição infantil e a violência.

O médico Manoel Jaime, neo-norteriograndense-mais-paraibano, lembra de ações assim – foi ele quem advertiu – como aconteceu em Curitiba quando Jaime Lerner chamou os curitibanos para se prepararem visando conviver com a cidade tendo além de 1 milhão de habitantes, para o impacto do futuro, tal qual RC ousa querer fazer.

Sei não, o prefeito ainda precisa de ajustes, dimensionar-se melhor nas relações com a classe política, avançar mais ousadamente na Cultura – de onde foi ungido como maior representante – etc, mas para um pouco mais de um ano de gestão,.sem dúvidas o resultado só pode desagradar à Oposição.

Independentemente de política, agindo em favor da sociedade, ela sempre agradece, como diz Jaime Talvez por isso e dessa forma, como representa também em Campina Grande,Veneziano Vital, esteja sendo forjado no presente o futuro político do Estado.

Quem viver, verá.

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